A conta de luz ficará sem cobrança adicional de bandeira tarifária em outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira, 25, a adoção da bandeira verde, encerrando uma sequência de cinco meses consecutivos de bandeira amarela.

A mudança passa a valer em 1º de outubro. Com isso, deixa de ser cobrado o adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, aplicado desde maio. Em uma residência com consumo mensal de 300 kWh, por exemplo, a bandeira amarela representava R$ 5,65 a mais na fatura.

Segundo a Aneel, a volta da bandeira verde foi possível devido à melhora das condições hidrológicas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. O cenário mais favorável dos reservatórios permite maior geração pelas hidrelétricas e reduz a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que produzem energia a um custo mais elevado.

Essa diferença no custo de geração é um dos fatores considerados pela agência para definir a bandeira tarifária de cada mês. Quando os reservatórios estão em condições menos favoráveis e há necessidade de recorrer com maior frequência às termelétricas, o custo de produção aumenta e pode ser repassado ao consumidor por meio das bandeiras amarela ou vermelha.

Como funciona

O sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores as condições e os custos de geração de energia elétrica no país. Na bandeira verde, não há cobrança adicional. A amarela acrescenta um valor à tarifa, enquanto as bandeiras vermelhas são aplicadas em cenários de custos mais elevados.

A Aneel define mensalmente a bandeira que será aplicada com base nas condições do sistema elétrico, considerando fatores como a situação dos reservatórios e a necessidade de acionamento de fontes mais caras de geração.

A bandeira verde havia sido aplicada até abril. Em maio, a Aneel acionou a bandeira amarela, que permaneceu nas contas de energia durante cinco meses, de maio a setembro.

Com a mudança, outubro será o primeiro mês desde abril em que os consumidores não terão cobrança adicional relacionada às bandeiras tarifárias.

Apesar disso, a adoção da bandeira verde não significa, necessariamente, que todas as contas de luz ficarão mais baratas. O valor final da fatura também depende da quantidade de energia consumida e dos demais componentes que integram a tarifa de cada distribuidora.

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