Goiânia terá centro comunitário com foco na prevenção de violência
02 abril 2026 às 18h53

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Goiânia deve receber, em 2027, o primeiro Centro Comunitário pela Vida (Convive), no Setor Antônio Carlos Pires, na Região Norte da capital, segundo a secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos, Eerizania Freitas.
O edital de licitação foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) na última terça-feira, 31, com previsão de início das obras no fim de 2026.
O equipamento integra o Novo PAC, lançado em 2023, e contará com recursos federais de R$ 12 milhões, além de cerca de R$ 900 mil de contrapartida da Prefeitura de Goiânia. A área destinada ao projeto deve ter mais de 10 mil metros quadrados, conforme a secretária.
O contrato envolverá a empresa vencedora da licitação, o município e o governo federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Espaço especializado
Segundo Eerizania, o Convive será um espaço multiuso, reunindo serviços como Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), atividades comunitárias e atualização de dados do Bolsa Família e do Cadastro Único (CadÚnico).
A proposta central é a prevenção de violações de direitos, com foco em crianças, mulheres e idosos. O acompanhamento ocorrerá por meio de grupos de convivência, com atuação de equipes técnicas para identificar sinais precoces de abusos e situações de vulnerabilidade.
“Quando uma pessoa entra nesses grupos de convívio, conseguimos identificar os primeiros sinais de violação de direitos”, afirmou a secretária.
Nos casos identificados, poderá haver encaminhamento para atendimento específico por órgãos como a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e a rede de assistência social. A integração entre diferentes áreas do município é apontada como um dos pilares do projeto.
Integração com o terceiro setor
O espaço também será utilizado por organizações da sociedade civil, conforme regras a serem definidas pela gestão municipal. Segundo a secretária, haverá revezamento entre as instituições para uso do local em atividades como palestras, reuniões e ações sociais.
Para utilizar o espaço, as entidades deverão estar regularmente inscritas e habilitadas em conselhos como os de Assistência Social, da Pessoa Idosa, da Criança e do Adolescente, Saúde ou Educação.
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