O Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG) apresenta, de 2 de agosto a 7 de outubro, a exposição “Matrizes: Gravura e aproximações”, uma mostra composta por obras realizadas por artistas pertencentes a quatro gerações de mulheres gravadoras. Com a entrada franca, a exposição ocupará as duas galerias do CCUFG e durante o período contará com ações educativas, como oficinas e rodas de conversa. A abertura da cerimônia está marcada para às 20 horas. Após o lançamento, o público pode visitar a obra de segunda a sexta das 9h às 17h.

A partir de seu acervo, o CCUFG busca trazer uma interação com jovens expoentes da gravura atual em um recorte histórico da relevância da mulher na gravura em Goiás. Trata-se de uma proposta singular coordenada por Maria Tereza Gomes, diretora do CCUFG. Com Consultoria e Colaboração compartilhada dos artistas e professores da Faculdade de Artes Visuais (FAV/UFG), Adriana Mendonça, Selma Parreira e Zé Cesar, o evento busca levar reflexões sobre o processo histórico e educativo da gravura como expressão artística.

A mostra reúne obras de 27 mulheres que irão expor seus trabalhos e algumas matrizes. A exposição busca possibilitar ao público uma maior interação com os processos de criação de uma gravura, que passa pela criação de uma imagem sobre uma superfície até sua transferência para diversas outras superfícies por meio da impressão.

São elas, Adriana Mendonça, Altina Felício, Ana Maria Pacheco, Célia Gondo, Cléa Costa, Cris Frauzino, Dinéia Dutra, Doris Pereira, Edith Lotufo, Edna Goya, Fabiana Francisca, Filomena Gouvêa, Heliane Almeida, Ilda Santa Fé, Iza Costa, Jessika Lorrane, Lydia Semerene, Manoela dos Anjos Afonso Rodrigues, Maria Angélica, Maria Eugênia, Nancy de Melo, Naura Timm, Selma Parreira, Simone Simões, Suely Lima, Vanda Pinheiro e Veronica Noriega. Grande parte dessas mulheres são docentes, ex-docentes e estudantes da FAV/UFG.

Maria Tereza, diretora do CCUFG, destaca que as artistas e suas obras expressam mudanças de paradigmas nos processos de produção de uma técnica, antes comumente praticada por homens. As técnicas recorriam a materiais que restringiam a arte a formas expressivas mais rígidas e retilíneas. Com a prática da mulher na gravura, novos materiais e movimentos foram conquistados para a expressão através desta linguagem.

Além destes movimentos técnicos e estéticos, podem ser percebidas diferentes subjetividades e objetividades relacionadas a suas vidas expressas nas obras. Seja nas formas de vestir ou nas ações cotidianas, são demonstradas nas obras alguns posicionamentos que questionaram e romperam padrões culturais de seus tempos e que atualmente ressoam na contemporaneidade em contextos de produção de jovens artistas.