Muitas cores e formas orgânicas vão preencher de arte Naïf a Galeria Frei Confaloni, no Centro Cultural Octo Marques, com a exposição “Tradição: a arte de Américo Poteiro”, que será aberta nesta terça-feira, 20, às 19h. A mostra conta com apoio do Governo de Goiás, por meio do Programa Goyazes, mecanismo de fomento gerenciado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Composta por 55 obras entre esculturas e pinturas, “Tradição: a arte de Américo Poteiro” recebeu curadoria de Enock Sacramento e produção de Malu da Cunha. “Crescendo imerso no ambiente artístico, Américo absorveu desde cedo os conhecimentos e técnicas de seu pai, participando ativamente do processo criativo”, ressalta Enock.

Exposição “Tradição: a arte de Américo Poteiro”| Foto: Paulo Rezende

Segundo ele, a influência de Antônio Poteiro se reflete na obra de Américo, especialmente na cerâmica, onde ele começou a criar suas próprias peças sob a orientação e encorajamento de seu pai. “Embora tenha começado seguindo os passos de seu pai, Américo gradualmente desenvolveu seu estilo único, combinando elementos da tradição familiar com suas próprias ideias e experiências”, complementa o curador.

A exposição oferece aos visitantes uma visão abrangente da obra de Américo Poteiro, que é reconhecido por sua habilidade em mesclar tradições do Cerrado com técnicas de escultura e pintura.

A mostra fica em cartaz até 31 de março. O Centro Cultural Octo Marques funciona de segunda-feira a domingo, das 9h às 17h, com entrada gratuita.

Américo Porteiro

Américo Batista de Souza Neto nasceu em Araguari, Minas Gerais, em 1954. Personagem ilustre, ceramista, escultor e artista, já na infância percorreu pelos meandros da arte e do ofício de trabalhar peças de barro, uma tradição da família em Portugal. Com o pai, Antônio Poteiro aprendeu os segredos de moldar o barro. Embora tenha participado intensamente da trajetória de Antônio Poteiro, visivelmente desprende-se da temática deste buscando formas, que expressem a vida com vigor e mais movimento.

Em meados de 1973 é que de fato começa a esculpir suas próprias peças. Esculturas cheias de personalidade própria, de temas genuinamente rurais e ecológicos. Seus trabalhos foram expostos em mais de 55 mostras, em diversas regiões do Brasil e do mundo. Atualmente, Américo tem dedicado seu talento à pintura. Sua obra já ultrapassa 80 trabalhos, dispostos em seu Atelier, em Aparecida de Goiânia