A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta aos consumidores sobre a identificação de alguns lotes falsificados de toxina butolínica. O aviso foi feito na última sexta, 3. Os produtos que motivaram o aviso foram o Botox® 100U (toxina butolínica A), lote C7654C3F; e o Dysport® 300U (toxina butolínica A), lote L25049.

O medicamento original possui um selo na embalagem secundária, que não está presente no produto falsificado:

letra da caixa

A “letra” em uma das faces da embalagem secundária é diferente no produto falsificado.

Há diferença na descrição da palavra “qualidade” e na logomarca da empresa sob a tinta reativa (“raspe aqui com metal”).

A cor do rótulo e o tipo da letra utilizados na embalagem primária (frasco-ampola) do produto original são diferentes do falsificado.

No produto original há um número do material de embalagem da tampa, que está ausente no produto falsificado.

O material da bula, o tipo de letra utilizada e a forma de dobrar a bula no produto falsificado são diferentes do produto original. Além disso, há um asterisco (*) após o termo “toxina botulínica A” no produto falsificado, que não existe no produto original.

A parte interna da embalagem secundária do produto falsificado apresenta diferenças em relação ao original.

Na embalagem original não há impressão do número do lote na tampa do frasco-ampola.

Botox

A farmacêutica Allergan, detentora do registro Botox, comunicou à Anvisa que, no Brasil, foram identificados duas unidades do produto falsificado, de validade até abril de 2025.

A empresa informou ainda que o lote C7654C3F é considerado válido pela empresa. Isto é, existem também unidades originais do mesmo grupo no mercado. As principais diferenças entre os produtos originais e falsificados estão no rótulo, na bula e na embalagem.

Dysport

Já a farmacêutica Beaufor Ipse, detentora do registro do produto Dysport, comunicou à Anvisa a identificação de produto falsificado no lote L25049, válido até outubro de 2023. A empresa não reconhece o lote como original.

Veja abaixo fotos do produto falsificado:

Com relação a esse medicamento, foi publicada medida preventiva no Diário Oficial da União, por meio da Resolução 352, de 1° de fevereiro de 2023, que determina a apreensão e a proibição da comercialização, distribuição e uso do produto falsificado. Caso profissionais de saúde e pacientes identifiquem os produtos falsificados, a orientação é não fazer uso do medicamento e imediatamente notificar a Anvisa, por meio dos seus canais de atendimento.  

*com informações Agência Nacional de Vigilância Sanitária