Feita de maçã e fabricada na região onde Hitler começou a perder a guerra, trata-se de uma bebida apreciada

Na década de 1950, três pessoas amigas de meu pai planejaram uma viagem à França. Os três eram francófilos.

Foram de navio, uma viagem de cerca de dez dias. Desembarcaram no porto de Le Havre, na Normandia. Teriam de tomar um trem para Paris e, embora faltassem ainda cerca de seis horas para o embarque, foram para a estação ferroviária, onde se acomodaram no restaurante.

Chega o garçom. Um deles pede: “Um calvados”. Imediatamente, o outro diz: “deux calvados”. O terceiro brada: “Trois calvados”.

Ou seja, um calvados, dois calvados, três calvados. Estavam solicitando ao garçom uma bebida muito apreciada, o calvados, pronuncia-se calvadô, que é feita de maçã e fabricada com exclusividade na Normandia.