Salesio Nuhs

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Gostaria de cumprimentar o dr. Irapuan Costa Junior pelo artigo que comenta a relação entre o nível de criminalidade e o número de armas de fogo nas mãos dos cidadãos, publicado no Jornal Opção 2042 (“Doutora em Direito diz que não há relação entre nível de criminalidade e número de armas em mãos corretas”, coluna “Contraponto”).

Textos como estes são fundamentais para estimular a reflexão sobre um assunto tão importante, como a segurança pública, e cobrar ações que visem à diminuição da violência em nosso País. Sua leitura responsável e madura sobre o assunto alimenta o bom debate e estabelece princípios para uma discussão em alto nível.

Certamente, o problema da insegurança pública reside nas atividades criminosas, na impunidade, ilegalidade e na falta de ações eficazes. As campanhas de desarmamento retiraram de circulação cerca de meio milhão de armas entre a população civil brasileira. Porém, em virtude da política de desarmamento do governo, aliada ao excesso de burocracia imposta ao cidadão que deseja manter sua arma legalizada e a inexistência de estrutura do órgão responsável pelos registros, atualmente, mais da metade das 16 milhões de armas de fogo que aproximadamente circulam pelo País, segundo o Ministério da Justiça, não estão registradas no Sistema Nacional de Armas (Sinarm). Das que estão, em 2010 havia 8.974.456 de armas de fogo com registro ativo. Já em 2014, o número passou para cerca de 600 mil. Com isso, milhões de armas encontram-se irregulares, com o registro vencido.

O Estatuto do Desarmamento, além de não desarmar os criminosos, impede que os cidadãos brasileiros permaneçam com suas armas regularizadas. Opressos por uma legislação burocrática e morosa, são empurrados para a irregularidade somente por querer exercer um direito constitucional.

Como é de seu conhecimento, em referendo realizado no País há oito anos, 63,94% dos votantes (59.109.265 eleitores) decidiram que o comércio de armas de fogo e munições não deveria ser proibido. No entanto, o governo, de forma arbitrária, impôs regras rígidas e burocráticas para a comercialização e registro de armas e munições, ferindo até mesmo o direito de seus cidadãos: a legítima defesa.

É certo que os criminosos não adquirem armas de fogo em lojas de armas, tendo fácil acesso a poderoso armamento através do desenfreado contrabando que assola o país. As armas utilizadas para cometer crimes são ilegais, por isso retirar de circulação armas legais não funciona no combate à violência.

Desde 2012, a Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam) vem propondo ao Ministério da Justiça auxílio para promover uma nova campanha com o intuito de incentivar a renovação dos registros vencidos de armas de fogo. Além desta, outras ações — como a colocação de chip em armas, rastreamento de munição em lotes padrão, distribuição de material educativo para crianças e adultos — foram propostas, visando contribuir para o controle de armas de fogo e munições pela polícia e também para a redução da ilegalidade.

Gostaríamos de aproveitar a oportunidade para divulgar a cartilha “Mitos e Fatos”, produzida pela Aniam. Com o intuito de proporcionar uma visão ampla e real sobre os fatos relacionados a armas de fogo e munições, o documento esclarece dez mitos populares e os fatos são baseados em matérias divulgadas nos últimos anos em grandes veículos impressos.

Este material promove uma desconstrução sobre diversas questões e lança um novo olhar sobre o foco que deveria ser observado nas políticas de segurança pública. Dentre eles, o combate à impunidade, uma política de segurança eficaz das nossas fronteiras, investimentos consistentes na área de treinamento de polícias civis e militares, entre outras providências.

Acreditamos que por meio da educação é possível transformar uma sociedade, principalmente no que se refere à segurança e minimização dos riscos. Nesse sentido, a Aniam também produziu o gibi “Turma Legal”. A finalidade do gibi é passar às crianças, de um modo divertido, informações úteis para prevenção de diversos tipos de acidentes domésticos, dentre eles com armas de fogo, facas e, até mesmo, brincadeiras envolvendo pipas.

Por fim, a Aniam reforça o contento com a opinião expressada pelo colunista e se coloca à disposição para o fornecimento de informações sobre assuntos relacionados ao setor.

Salesio Nuhs é presidente da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam).

 

“Aposentados humilhados pelo governo petista”

João Guilherme Maia

Eu só gostaria de saber se realmente Aécio Neves (PSDB) vai dar uma atenção à situação dos aposentados que esses 12 anos de PT no poder vêm humilhando. Só para ter uma ideia deste massacre, aposentados que se aposentaram com cinco salários mínimos hoje recebem no máximo dois salários. A situação dos aposentados que recebem acima do piso é tão crítica que hoje temos aposentados que não conseguem comprar nem os remédios de que necessitam.

Alguém que ler esse comentário pode falar “mas e o SUS?”. O SUS [Sistema Único de Saúde] é mais uma mentira deste governo corrupto do PT; quando se vai ao SUS, não tem médicos nem remédios. Por isso, nessas eleições os aposentados que recebem acima de um salário mínimo, nos diversos grupos que temos na internet já combinaram: ninguém votará no PT e nos partidos de sua base. Talvez alguém fale “mas, e antes, por que eles votaram no PT?” É fácil de responder: antes nós éramos enrolados pela Cobap [Confederação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil] e pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Nesses anos todos, fingiam que nos ajudavam, mas na realidade estavam do lado do governo.

Por isso, candidato Aécio, vamos lhe dar um voto de confiança. Espero que não seja mais um a decepcionar esses ex-trabalhadores que viveram trabalhando e recolhendo para a Previdência e agora esse governo corrupto quer que nós recebamos apenas um salário mínimo de aposentadoria. Alguém talvez pense que se a Previdência atendesse às reivindicações dos aposentados poderia quebrar. É mentira: se a Pre­vi­dência não tivesse recursos, como este governo explicaria a desoneração da folha de pagamento de várias empresas? Como ele explica dar aposentadoria pelo teto para ex-jogadores que nunca contribuíram com a Previdência? Vou parar por aqui, porque a injustiça é tanta e o desgoverno é tão grande que eu ficaria escrevendo aqui o dia todo.

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