“A maioria favorável à intervenção militar não viveu aquela época”
25 março 2017 às 10h32
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Luiz Augusto Paranhos Sampaio
Sofri muito em 1963 e 1964. Há muita gente dando palpite e ainda estava “mamando” naquela época. São passados mais de 50 anos de minha prisão e sei o que é um período de exceção. Muitos há que falam besteiras sem que saibam o que vem a ser uma ditadura. A maioria, tenho certeza, dos que opinam não viveram, não sabem nada e dizem algo por ouvir dizer. Não sabem, por exemplo, o que é ficar se escondendo em chácara fora de Goiânia para não ser preso, mesmo não sendo comunista.
Apenas, respondendo a inquérito militar (os IPMs) porque tinha e proferia conferências, discursos e dava aulas abordando problemas nacionais. Esses “babacas” que opinam favoravelmente ao intervencionismo não viveram aquela época. Não sabem de nada, nada mesmo. Daí, não entrar nessas discussões com pessoas que nasceram após o golpe ou, então, que estavam ainda mamando ou fazendo xixi na cama.
Temos, sim, de apoiar essa limpeza na política. Diferente, no entanto, é ficar desejando, sem conhecimento, uma intervenção militar.
Luiz Augusto Paranhos Sampaio é escritor e advogado.
“Os excessos, sejam do que for, são sempre prejudiciais”
Luiz Mauro Silva
O que recomenda o bom senso é uma vida equilibrada em todos os sentidos, ingerindo apenas o necessário, falando o necessário. Os excessos sejam eles do que for, além de desnecessários são sempre prejudiciais. [“Obesidade é o grande mal da modernidade e ser uma das causas do câncer só torna isso mais claro”, Jornal Opção 2175]
Luiz Mauro Silva é autônomo.
“Michel Temer é como cerveja quente”
Alberto Nery
Michel Temer está igual cerveja quente: já que não tem a gelada, vamos com a quente mesmo, não pode é ficar sem beber. A vantagem que Temer tem é que o TSE é lento. Pode ficar tranquilo que antes de 2020 não vão julgar esse processo que foi movido pela PSDB e que agora está mostrando que PT e PSDB são irmãos siameses.
Apesar de algumas grandes empresas confirmarem investimentos no Brasil, podemos dizer que a recuperação não será em 2017, mas sim no fim de 2018. Se a gente for medir a crise brasileira pelo varejo estamos feitos. Basta dar uma olhada nas principais ruas de comércio de Goiânia – no Centro, no Setor Fama, na Avenida 85, na T-63, em Campinas – para ter o termômetro da economia. Inflação baixa não é mérito da equipe econômica; é que se subir o preço ninguém compra.
Para sair dessa crise, com toda certeza teremos de fazer as três reformas – da Previdência, tributária e eleitoral –, porque se for só maquiagem essa crise vai continuar por mais 20 anos. Esperar que nosso crescimento viesse do agronegócio é complicado, porque as exportações são muito vulneráveis. E sabemos que nosso principal meio de transporte é o terrestre e nossas rodovias são uma lástima. Sou otimista e torço para que venha dá certo. Não votei no Temer, mais espero que ele tenha sucesso.
E-mail: [email protected]

