“A Revista Playboy, infelizmente, só sobreviveria se fosse reinventada”

EDSON ARAN

Sobre “Livro resgata histórias secretas da revista Playboy, como a da filha de Fidel Castro que posou nua” [Jornal Opção, Coluna Imprensa, 2148]: Boa matéria. A melhor que li sobre o livro, na verdade. Relutei mesmo em escrever meu texto porque existe uma confraria do ego inflado entre ex-playboy que não corresponde à verdade dos fatos. É só pegar os exemplares antigos e conferir se a revista era assim tão espetacular depois de Mário de Andrade. Não era. Mas a confraria segue batendo bumbo e contando histórias requentadas, muitas delas falsas. Ninguém diz, por exemplo, que a descoberta da identidade de Carlos Zéfiro foi contestada por Jaguar, que apresentou outro Carlos Zéfiro no Pasquim como prova. Mas é assim mesmo. Imprima-se a lenda. Não na Playboy, infelizmente, que só sobreviveria se fosse reinventada.

Edson Aran
é ex-editor da Revista Playboy.

 

“Paulo Henriques Britto também se perguntaria por que Augusto de Campos não faz referência às traduções brasileiras de Emily Dickinson”

ADALBERTO DE QUEIROZ

Sobre “Augusto de Campos lança edição revista e ampliada de traduções da poesia de Emily Dickinson” [Jornal Opção, Coluna Imprensa, 2148]: Excelente, Euler. A pergunta final é também interessantíssima, e creio que um tradutor da altura e qualidade de Paulo Henriques Britto a endossaria. “Por que Augusto de Campos não faz nenhuma referência ao trabalho de outros tradutores brasileiros ou portugueses?”. Sabe você e meus seis leitores que minha tradutora favorita é a dona Aila de Oliveira Gomes, mas aguardo o livro do xará [Adalberto] Müller e tiro o chapéu para este Campos, que já desejo ler. Aqui do Báltico, efusivas saudações.

*Adalberto de Queiroz é empresário e editor.

 

 “Melhor Portugal ficar quietinho onde está”

*EVERALDO LEITE

Sobre “O Prêmio Nobel Joseph Stiglitz sugere que Por­tugal saia do euro para recuperar sua economia” [Jornal Opção, Coluna Imprensa, 2148]: O economista Joseph Stiglitz imagina que, com uma política fiscal mais flexível, o governo português poderia incentivar a economia, melhorando o ambiente num prazo mais curto. Talvez pudesse também realizar acordos bilaterais de comércio internacional a partir de uma moeda mais barata. Além disso, seus salários poderiam se flexibilizar em relação aos salários de outros países europeus. Bem, tudo isso seria possível, mas não antes que todas as empresas fugissem desesperadamente do país. Melhor Portugal ficar quietinho onde está!

*Everaldo Leite é economista.

 

“Quem sai a noite não tem transporte”

VICTOR HUGO CUNHA

Sobre “‘Projeto proíbe aplicativos de informar blitz e não de funcionar’, garante relator” [Jornal Opção Online, 2148]: Quanto ao pessoal da balada que bebe e dirige? Libera logo o Uber, libera também o número de licenças de táxi, obriga o transporte coletivo a funcionar 24 horas e isenta-os de impostos. Daí todo mundo que quer ir à balada, que vá de Uber, de táxi, de coletivo. Quem sai à noite não tem transporte, então acaba indo no próprio carro. Queria o quê? O Estado brasileiro não cumpre basicamente nada de sua obrigação de garantir o direito de ir e vir, mas depois vem querendo punir exemplarmente. Primeiro garanta transporte. E tem mais, tolerância zero absoluto, foi exagero, um país com transporte público de terceiro mundo querendo fazer legislação para motoristas de primeiro mundo. Lá no primeiro mundo, não falta transporte coletivo 24 horas, aí sim cobram dos motoristas particulares, mas só cobram de quem realmente exagera.

 

“A região do Marista, que já sofre nos horários de pico, vai travar após a implantação do Nexus”

RENATO CASTRO

Sobre a matéria “A pedido da Consciente, Prefeitura de Goiânia arranca árvores saudáveis da calçada do Nexus” [Jornal Opção Online, 2148]: Eu apoio a medida por reconhecer que as árvores realmente atrapalhavam o trânsito na calçada. Entre­tanto não apoio o projeto pelo porte e localização. A calçada já está desse tamanho devido ao viaduto que construíram para tentar melhorar um pouco o trânsito de veículos na região. Imaginem como ficará após a implantação do shopping. A região que já sofre nos horários de pico vai travar.

Foto: Marcelo Gouveia/Jornal Opção
Foto: Marcelo Gouveia/Jornal Opção
“Sustentabilidade é uma palavra que não existe na antiga capital mais arborizada do país”

Sobre a matéria “A pedido da Consciente, Prefeitura de Goiâ­nia arranca árvores saudáveis da calçada do Nexus” [Jornal Opção On­line, 2148]: Fico decepcionada. Várias vezes vi árvores saudáveis sendo retiradas em nome de um “projeto mais sustentável” que as construtoras pregam. Goiânia está perdendo cada vez mais seu espaço verde, em nome de grandes edifícios, que só servem para encher ainda mais lu­ga­res/bairros que já estão saturados e onde seria inimaginável a existência de outro “empreendimento”. E a “fiscalização” na cidade corre frouxa. Sustentabilidade é uma palavra que não existe na antiga capital mais arborizada do país.

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