“Terão de investigar tudo do BNDES”

Alberto Nery dos Santos

Se querem mesmo investigar o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], devem investigar tudo, porque aqui no Brasil as grandes empresas conseguem, num piscar de olhos, vultosos empréstimos. Agora, terão também de investigar os empréstimos para esses países nanicos, que através do palestrante Lula da Silva (PT) levou a Odebrecht a construir até ferrovia no deserto. Têm de serem passados a limpo todos os empréstimos. Mais não acho que Michel Temer (PMDB) consultou a cúpula do Friboi para nomear o ministro Henrique Meirelles, porque ele era o sonho de consumo de Lula para a Fazenda, mais Dilma Rousseff (PT) não o quis. E, por ser teimosa, perdeu a Presidência. [“Governo Temer vai investigar empréstimos pra Angola, Venezuela e Cuba, mas não se interessa pela JBS”, Jornal Opção 2134, coluna “Bastidores”]

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“Onde vai parar o Brasil com essa torrente de políticos envolvidos?”

Marco Antonio Chuay

Dizem que será a mãe de todas as delações. Uma fonte altamente confiável, amigo meu de Curitiba, diz que a força-tarefa já tem indícios que comprometem 80% do Con­gresso Nacional. Tudo vai caminhando nesse sentido mesmo. E aí surge uma grande questão: onde vai parar o Brasil com essa torrente de políticos envolvidos? Como limpar o cenário? [“O­debrecht fecha acordo de delação premiada e vai comprometer centenas de políticos de vários partidos”, Jornal Opção Online 2134, coluna “Bastidores”]

Marco Antonio Chuay é publicitário

 

“Agradeço a lembrança do Jornal Opção a minha investigação”

Fernando Venâncio

É meia-noite em Lisboa e parto de manhãzinha para casa. Agradeço a bela lembrança do jornalista Euler de França Belém de publicitar a minha investigação. O excelente apontamento resume um artigo saído no jornal português “Público”, que por sua vez resume a conversa que eu tive com uma jornalista, que por sua vez resume aquilo que um dia será publicado em livro (também em edição brasileira). Tanto não obstou a que a leviandade já se manifestasse na sua autossuficiência. Mas tenho no lombo 15 intensos e excitantes anos de debate na internet. Imagine quanto ouvi, li, aprendi, aguentei, ripostei e calei. [“Linguista garante que Camões não criou ‘uma Língua Portuguesa’”, Jornal Opção 2134, coluna “Imprensa”]

 

“O russo era a língua dos camponeses até o século 19”

Sonia Branco

Guardadas as devidas proporções, a língua russa até meados do século 19 era também a língua dos camponeses — a língua culta era a francesa. Isso não impede que Púchkin [Alexander Sergueievitch Púchkin, escritor da era romântica, considerado por muitos como o maior poeta russo e fundador da moderna literatura daquele país] seja considerado o criador da língua literária russa, ao resgatar o léxico popular, o eslavo antigo e o eslavo eclesiástico, modernizando o seu uso, atribuindo novas acepções, lado a lado com os estrangeirismos. A antropofagização do outro e a ressignificação do próprio atribuíram um novo estatuto à língua russa.

Sonia Branco é professora da Faculdade de Letras e doutora em Ciência da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

 

“Uma pesquisa assim não pode ser demonizada com argumentos rasos”

Fábio Coimbra

Pelo que li, trata-se um estudo sério, categorizado. Espero que saia na Espanha. Esse tipo de pesquisa não pode ser demonizado com argumentos rasos, de quem, mesmo que domine assuntos parecidos (digamos um professor de literatura), não sabe do que está falando com precisão, pois não a consultou. A pesquisa, por aquilo que li no artigo, não desmerece, em nenhum momento, Camões e sua obra. Aliás, a descoberta de outro par de Camões, na questão da iberização da língua, não foi notada por leitores assim. Se Deus mora nos detalhes, como dizem no Brasil, há detalhes expostos no texto do jornalista Euler de França Belém, a partir da pesquisa do professor Fernando Venâncio, que não foram considerados. Não se trata, lógico, de abolir a crítica, mas sim, na verdade, de observar com mais atenção o que foi exposto. Por fim, é preciso considerar que um texto de jornal, e de pequena extensão, não tem como sintetizar um estudo aparentemente tão fecundo e exaustivo.

Fábio Coimbra é sociólogo

 

“Dilma tomou partido para ‘aliviar o lado’ das empresas”

Thiago Cazarim

Em relação à matéria “Operações Mãos Limpas destruiu políticos e pegou leve com empresários” (Jornal Opção 2134, coluna “Imprensa”), é importante ressaltar que o discurso de que Dilma Rousseff (PT) não interveio nas investigações “esquece” a tentativa da presidente de aliviar o lado das empresas. Então, me parece que, se Dilma não interferiu no curso da Lava Jato, ela ao mesmo tempo tomou partido de um grupo específico – justamente o das empresas. Depois disso, quem ainda achar que o PT é um partido comunista pode pedir para decretar falência cognitiva.

Thiago Cazarim é professor de música do Instituto Federal de Goiás

 

“Salvar o Goiânia será o maior desafio da vida de Eduardo Machado”

Fagner Pinho

Será o maior desafio da vida de Eduardo Machado. Que tenha isso em mente. Ao menos trabalhará sob menos pressão do que o presidente do Vila Nova, por exemplo. Acho que todos os goianienses, independentemente de time, se simpatizam com o Galo. [“Edu­ardo Machado assume presidência do Goiânia. Conseguirá ressuscitar o time?”, Jornal Opção Online 2131, coluna “Bastidores”]

Fagner Pinho é jornalista

 

“O ideal para o Galo seria uma fusão com o Atlético”

Hélio Torres

Eu acho que o Goiânia quer acordar muito tarde. Não cabe mais no futebol atual. O ideal seria soprar no ouvido do Atlético e propor uma fusão, já que as diretorias possuem alguma afinidade.

Hélio Torres é historiador e profissional de TI

 

“Goiânia tem condições de retomar seu lugar no futebol goiano”

João Paulo Lopes Tito

Se, felizmente, não sumiu até hoje, acredito que o Goiânia tenha ainda condições de retomar seu lugar no futebol goiano. Torço por isso.

João Paulo Lopes Tito é assessor jurídico no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO)