O Conselho Federal de Medicina divulgou, na semana passada, no Diário Oficial da União, duas resoluções para normatizar e desafogar o atendimento nos prontos-socorros e serviços de urgência e emergência de todo Brasil. Os pacientes em caso grave estão em foco nas decisões. Dentre as normas, o Conselho determina que, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), todo paciente com agravo à saúde seja atendido por um médico, não podendo ser dispensado ou encaminhado por outro profissional que não o médico. A diretora de enfermagem da UPA de Anápolis, no setor Vila Esperança, Erika Neiva, ressaltou que as normas divulgadas, se esclarecidas para a população, auxiliariam no recente problema da unidade, que consiste na confusão com o perfil dos pacientes. Em quase dois meses de atendimento, a UPA tem atendido mais casos leves que graves. Segundo ela, os pacientes triados sem agravo, muitas vezes, atrapalham o atendimento da­que­les classificados em alto risco. “O nosso objetivo, reforçado pelas normas divulgadas recentemente pelo Conselho, é minimizar os danos”, diz Erika.