Desapropriação de 13 alqueires, assinada pelo governador Marconi Perillo, possibilitará expansão do polo industrial
Desapropriação de 13 alqueires, assinada pelo governador Marconi Perillo, possibilitará expansão do polo industrial

Atualmente o Distrito Agroin­dus­trial de Anápolis (Daia) é pro­tagonista na geração de riquezas do município, que ocupa o segundo lugar no ranking das maiores economias de Goiás. Contudo, ainda há gargalos. Em ju­nho deste ano, a Federação das In­dústrias de Goiás (Fieg) divulgou um levantamento em que as in­dústrias apontaram quais são eles. Os principais: a falta de espaço territorial, problemas na oferta de água, esgoto e energia elétrica, a­lém das dificuldades de acesso ao polo.

O presidente da Fieg regional Anápolis e empresário que atua no ramo de grãos, Wilson Oli­veira, explica que, de junho a novembro deste ano, ações dos empresários e do poder público resolveram alguns dos infortúnios: “A entrega do viaduto do Daia desafogou o trânsito, a instalação de quatro barreiras diminuiu o excesso de velocidade na região e a construção de subestações próprias de energia elétrica por algumas empresas aliviaram um pouco o sistema energético”. No entanto, Wilson Oliveira afirma que a falta de espaço no distrito continua impedindo a expansão e a instalação de novas indústrias.

Em entrevista ao Jornal Opção o secretário de Estado de Indústria e Comércio, William O’Dwyer, garante que ainda neste mês a expropriação de 13,75 alqueires contíguos à área do Daia será concluída. “Esta manobra vai suprir, em médio prazo, as necessidades do polo, pois vai permitir a implantação de 30 novas empresas. Além disso, o governador Marconi Perillo [PSDB] pretende criar o Daia 2 neste próximo mandato”, aponta.

Ainda de acordo com Wilson Oliveira, o tratamento de esgoto é, atualmente, o maior obstáculo enfrentado pelas empresas. “A estação existente está no limite máximo, e este fardo impõe sérias implicações, como a paralisação da produção industrial. É importantíssimo que se construa uma nova estação”, acredita.

A Companhia de Distritos Industriais de Goiás (Goiasin­dustrial), responsável por planejar e gerir os distritos industriais, assinou um convênio em junho deste ano com a Secretaria de In­dústria e Comércio (SIC) prevendo R$ 8 milhões de investimentos para expansão da Estação de Trata­mento de Esgoto (ETE) do Daia. Esse repasse estava condicionado à emissão de licença ambiental pela Secretária do Meio Ambiente e dos Recursos Hídri­cos (Semarh), que foi expedida no dia 20 do mês passado.

O chefe do departamento de Meio Ambiente da Goiasindus­trial, Leonardo Odair, assegurou que a ETE do Daia complementa o pré-tratamento de esgoto que deveria ser feito pelos empresários. “Não é responsabilidade apenas de nossa parte. No entanto, é conveniente lembrar que com o repasse do recurso assinado com a SIC vai possibilitar a modernização da ETE.”

A questão enérgetica

O fornecimento de energia elétrica continua sendo uma das maiores preocupações dos empresários do distrito. Empresas estão recorrendo à instalação de grupos geradores, caso da Granol, Hyundai e Carta Goiás, que construíram subestações próprias.

Diante da preocupação, o diretor de Planejamento e Expansão da Celg, Humberto Eustáquio, anunciou aos empresários que a companhia deverá dobrar a capacidade de suprimento de energia no Daia até 2016.

Eustáquio prometeu também que o fornecimento de energia para os munícipios de Leopoldo de Bulhões e Goiánapolis, atendidos pela subestação do polo industrial, serão transferidos para outras unidades da Celg.