A vergonhosa fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos
27 outubro 2026 às 17h18

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A fuga do senador Flávio Bolsonaro, do PL, para os Estados Unidos não deveria ser, mas acaba sendo uma vergonha para todo o país.
O que pensar do candidato a presidente que, derrotado nas urnas dentro de um processo rigorosamente democrático, mal completadas 48 horas desde a divulgação do resultado, abandona o país — e seus milhões de eleitores, além de milhares de aliados — para se amoitar sob as asas do Imperador.
Opróbrio, desonra, ignomínia, infâmia…
O que pensarão do capitão seus bravos companheiros de farda? O que pensarão os comandados do comandante que os deixa para trás, para, desde outro país, difamar as instituições das quais pretendia ser o chefe supremo? Então, é que só eram legítimas se fosse ele o vitorioso?
Como estarão se sentido agora aqueles milhões de brasileiros que, convictos ou enganados, certos ou errados, mas em boa fé, depositaram sua confiança… num covarde. É essa a democracia que defende o bolsonarismo e seus aliados — agora deixados para trás. Não é impressão: os Bolsonaros, quando pegos em flagrante, estão sempre tirando o corpo fora — deixando os aliados na mão. O que prova que não têm projeto coletivo. Seu projeto é pessoal, ou seja, familiar.
Com os milhões arrecadados do Banco Master (e da poupança dos brasileiros) e de sabe-se lá mais de onde, o primogênito dos Bolsonaros voa na surdina para os Estados Unidos para desfrutar o conforto da fortuna e da proteção imperial — dando ao mundo a impressão de sermos todos palhaços, seus eleitores em primeiro lugar, mas no final das contas todos nós.
O que cabe agora é apenas uma pergunta dirigida aos seus eleitores: é esse o tipo de homem que vocês queriam como presidente do país?


