Cezar Santos
Cezar Santos

José Eliton cresce na medida em que se torna mais conhecido

Tucano vai aumentando seus índices nas pesquisas, indicativo de que seu trabalho como governador já é percebido de forma positiva pelos goianos

Governador José Eliton: pesquisas medem uma boa fotografia do tucano no momento, o que lhe é favorável do ponto de vista eleitoral | Foto: Arquivo / Jornal Opção

Pesquisas de intenção de voto devem ser olhadas com o devido cuidado, porque são relativas e não absolutas. Pesquisa absoluta, não custa lembrar, só aquela feita nas urnas, com os números apurados constituindo o resultado final da eleição. Quantas e quantas vezes pesquisas feitas em vésperas de eleição, dando determinado candidato como “eleito”, foram desmentidas na apuração final.

Mas a pesquisa pode e deve sim servir como balizador, como sinalizador de tendência, que pode ou não se confirmar no transcorrer da campanha.

Na sucessão estadual em Goiás, os nomes mais fortes são o do senador Ronaldo Caiado (DEM), o líder das pesquisas até aqui, o deputado federal Daniel Vilela (MDB) e o governador José Eliton (PSDB), que disputará a reeleição.

E no tocante às pesquisas, vale a pena analisar o desempenho do tucano. Na segunda rodada da pesquisa Serpes, divulgada no dia 10 passado, Caiado aparece na frente com 38%, José Eliton em segundo lugar, com 10%, e em terceiro, Daniel Vilela, com 5,6%. A liderança do democrata se manteve, mas o que pede uma análise são as oscilações em relação ao levantamento da primeira rodada.

Caiado perdeu 1,7% e Daniel caiu 0,6%, enquanto Eliton oscilou para cima 3,3%. Há quem diga que isso já poderia denotar uma tendência, mas é cedo para afirmar com segurança. De qualquer forma, é claro que há o início do que pode ser uma tendência, a ser confirmada ou não na terceira rodada do levantamento.

Mas há outra pesquisa que pode ser considerada neste momento, a da Directa/GBrasil, divulgada no dia 20, que mostra o crescimento do governador nas intenções de voto dos eleitores goianos. O levantamento mostra Ronaldo Caiado na liderança com 34,6%; José Eliton em segundo lugar com 24,1%; e em terceiro lugar, Daniel Vilela registrou 9,8%. Em seguida vem Kátia Maria (PT), com 3,2%, e Weslei Garcia (PSol), com 1,6%.

Aqui, já se pode começar a falar em tendência com um pouco mais de segurança. Isso porque José Eliton foi o único que teve um crescimento palpável naquele levantamento. E quais seriam as razões para isso?

Não há dúvida de que os números refletem o maior grau de conhecimento que a população passa a ter em relação ao governador.

Pesquisa em tempos de pré-campanha mede exatamente isso: o conhecimento do nome do pré-candidato. Como o tucano é bem menos conhecido que Ronaldo Caiado, natural que ele pontue abaixo do democrata.

A movimentação de José Eliton pelo interior, entregando obras, levando benefícios, enfim, governando o Estado, tem esse efeito consequente, de torná-lo mais conhecido. As pesquisas começam a detectar isso, independentemente de quaisquer outras considerações.

O levantamento também mediu o que a população pensa do governo José Eliton. Após quase três meses de gestão do companheiro de Marconi Perillo, somados os índices de “excelente”, “bom” e “regular positivo”, o governo alcança 49,6%. A avaliação negativa é de 39,9%. Não souberam responder 10,5%.

Não são índices “espetaculares, é verdade, mas também não são ruins, considerando que somente nas últimas semanas o governo entrou na fase mais forte de entrega de obras. Nesse sentido, a tendência é que a aprovação do governo também suba nas próximas pesquisas.

Os dois principais adversários do tucano, Ronaldo Caiado, que parece ter atingido o que se chama de “teto”, e Daniel Vilela, devem estar começando a ficar preocupados. Se não estão, deveriam. l

Educação cabe em qualquer lugar

Deputado Daniel Vilela: indelicadeza injustificável com o governador de seu Estado| Foto: Jornal Opção

 

Um dito popular estipula que educação cabe em qualquer lugar. Mas o deputado Daniel Vilela, normalmente uma pessoa muito educada e afável, parece que teve seu senso de educação afetado pelo calor da disputa eleitoral que está sendo travada no momento.

Na sexta-feira, 22, em solenidade de entrega de recursos do Ministério da Saúde para a Prefeitura de Anápolis, em que estavam presentes o deputado Daniel Vilela e o governador José Eliton, houve um momento de constrangimento.

Tudo começou quando o deputado federal, ao utilizar o microfone, cumprimentou os ministros Gilberto Occhi, da Saúde, e Alexandre Baldy, das Cidades, e demais autoridades e ignorou a presença do governador de Goiás no evento.

Uma indelicadeza inexplicável e injustificável por parte de Daniel Vilela, tratando-se Eliton da maior autoridade estadual na cerimônia. O emedebista não precisaria fazer maiores considerações, mas registrar o nome do governador na sua fala é protocolar e ele sabe disso.

Agiu diferente o governador, que ao discursar respondeu a indiferença do adversário com um “tapa com luvas de pelica”, como se diz popularmente: “Tem muita gente que acha que porque você tem posições políticas distintas, que você não pode reconhecer nos outros a vontade de trabalhar. Eu faço questão de cumprimentar e agradecer a todos que, de uma forma ou de outra, atuam pelo bem do Estado de Goiás. Portanto, minha saudação ao deputado Daniel Vilela por estar aqui presente”, declarou Eliton.

Com essa atitude, o governador mostrou que política também se faz com educação, respeito e reconhecimento ao trabalho dos adversários, que são isso, adversários, e não inimigos.
Este repórter já esteve com Daniel Vilela várias vezes e é testemunha de sua fineza e delicadeza no trato com as pessoas. Mesmo em discussões acaloradas na tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás, vi mais de uma vez a forma elegante e tranquila com ele se dirigia aos adversários. O Daniel Vilela que ignorou a presença do governador de seu Estado em um evento não é aquele que eu conheço.

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