Marcelo Mariano
Marcelo Mariano

Dos 13 candidatos a presidente, nove fizeram campanha em Goiás

Visitas dos presidenciáveis foram marcadas por apresentação de propostas e críticas a adversários

Presidenciáveis que visitaram Goiás | Fotos: Reprodução

As eleições deste ano contam com o maior número de presidenciáveis desde o pleito de 1989, quando 22 candidatos disputaram a Presidência. Dos 13 atuais concorrentes ao Planalto, novo fizeram campanha em Goiás.

São eles, em ordem alfabética:  Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), João Amoêdo (Novo) João Goulart Filho (PPL) e Marina Silva (Rede).

Cabo Daciolo (Patriota) — que, em junho, esteve em Anápolis para criticar as estátuas da liberdade das lojas Havan —, Guilherme Boulos (PSOL), José Maria Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU) não passaram por Goiás, que representa 3% do eleitorado.

Guilherme Boulos chegou a agendar uma visita, que foi desmarcada. Entretanto, sua vice, Sônia Guajajara (PSOL), veio ao Estado. Aliás, foi a única candidata a vice-presidente a visitar Goiás ao longo da campanha.

Vice de Ciro Gomes, Kátia Abreu (PDT) também viria, mas desmarcou para substituir o presidenciável, cujo estado de saúde havia piorado — Ciro Gomes passou por um procedimento cirúrgico na próstata —, em Rio Branco, no Acre.

Confira, a seguir, como foi a passagem dos candidatos a presidente por Goiás, em ordem cronológica das visitas.

Jair Bolsonaro

Ainda como pré-candidato, o deputado federal Jair Bolsonaro esteve em Goiânia no dia 19 de julho e foi acompanhado pelos colegas de Câmara Delegado Waldir (PSL) e Magda Mofatto (PR).

A principal polêmica da visita se deu por conta de uma foto em que o presidenciável aparece ensinando uma criança a fazer o gesto de uma arma com as mãos. Criticado pelos concorrentes, a postura de Bolsonaro foi minimizada por seus apoiadores.

Marina Silva

Marina Silva foi, no dia 24 de agosto, a uma fazenda, localizada em Ipameri, que é considerada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) um exemplo de produção aliada à sustentabilidade ambiental.

A candidata disse que pretende transformar o Brasil no país de maior agricultura sustentável e rentável do mundo. “A agricultura brasileira é responsável por 22% do PIB [Produto Interno Bruto], gera 20% dos empregos brasileiros e representa 44% das nossas exportações, que são R$ 97 bilhões. É possível fazer isso de forma sustentável.”

Geraldo Alckmin

Primeiro a passar pelo Estado durante o período oficial de campanha — que começou em 31 de agosto —Geraldo Alckmin destacou, em visita a Goiânia no dia 5 de setembro, o legado da atual gestão à frente do governo de Goiás nas áreas de educação, geração de empregos e programas sociais.

O ex-governador de São Paulo aproveitou o momento para criticar Jair Bolsonaro. “É o pior dos candidatos. Não há ninguém tão despreparado. Um deputado que esteve 28 anos em Brasília e não fez nada, a não ser defender o corporativismo”, afirmou Geraldo Alckmin.

João Amoêdo

João Amoêdo cumpriu agenda em Goiânia no dia 7 de setembro e sugeriu um “Brasil mais unido” para que se possa construir uma “nação próspera”. De acordo com ele, o País não pode caminhar para os extremos. A declaração foi dada exatamente um dia após o atentado sofrido por Jair Bolsonaro.

O presidenciável do Novo defendeu algumas das principais bandeiras de seu partido, como privatizações, corte de privilégio dos políticos e a revogação do Estatuto do Desarmamento.

Henrique Meirelles

Único goiano na disputa pela Presidência, Henrique Meirelles visitou Aparecida de Goiânia no dia 8 de setembro e participou de carreata ao lado de importantes quadros do MDB no Estado, como Daniel Vilela e Iris Rezende. O ex-ministro da Fazenda disse ser o candidato da conciliação entre os brasileiros, “saindo dos extremos e indo para frente”.

Na oportunidade, Henrique Meirelles falou sobre como pretende resolver o problema do saneamento básico: “Precisamos eliminar os desperdícios. Precisamos eliminar todos aqueles gastos que não são necessários para gastar aquilo que é necessário, como é o saneamento”.

João Goulart Filho

Outro presidenciável a cumprir agenda em Aparecida de Goiânia foi João Goulart Filho — desta vez no dia 12 de setembro —, que defendeu a reforma agrária e criticou o governo do presidente Michel Temer (MDB), além dos parlamentares de uma forma geral — “meros despachantes” de empresas que ajudaram a elegê-los.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, João Goulart Filho ressaltou que é necessário parar com o discurso de ódio vivido no Brasil e que sua candidatura não é medida por meio de pesquisas do Ibope e do Datafolha, nas quais ele raramente pontua.

Ciro Gomes

Em Goiânia, Ciro Gomes chamou Jair Bolsonaro de “nazista filho da puta”. “Bolsonaro representa uma repulsa da população brasileira à própria degradação da política. Precisamos, com muita humildade, reconhecer a revolta do povo, mas pedindo a Deus que ensine ao povo que revolta sem causa é violência, é ódio. E revolta e violência nunca permitiram que nenhuma nação do mundo resolvesse os seus problemas.”

Em relação a Fernando Haddad, Ciro Gomes reconheceu que eles estão em um “momento grave de antagonismo”, mas evitou polêmica. “Eu sou amigo do Haddad e nenhum de vocês [jornalistas] vai conseguir fazer intriga entre mim e ele”, frisou.

Álvaro Dias

Durante caminha na região da Rua 44, em Goiânia, no dia 28 de setembro, Álvaro Dias fez referência a Fernando Haddad e Jair Bolsonaro. “O povo diz que não quer roubo e corrupção, mas há os que são enganados e votam no representante do ladrão, que está preso em Curitiba. Falamos que queremos experiência e vamos eleger quem não tem experiência administrativa nenhuma, que nunca governou nada?”

Álvaro Dias argumentou que, com corrupção e o sistema de “balcão de negócios”, é impossível implementar as propostas para a saúde, educação e segurança pública, entre outras áreas.

Fernando Haddad

Também em Goiânia e no mesmo dia da visita de Álvaro Dias, Fernando Haddad confirmou que, se eleito, tem como objetivo redigir um nova Constituição e não descartou uma aliança com o MDB em um eventual governo, desde que haja uma convergência de ideias.

O candidato petista comentou ainda sobre a sua visão acerca da agricultura familiar e do agronegócio, tão importantes para Goiás. “Temos aqui uma agricultura familiar, que precisa ser fortalecida, e o agronegócio, que precisa ser apoiado. Olhando para a agricultura familiar em primeiro lugar, vamos apoiar a geração de empregos. Temos algumas tarefas a cumprir. A primeira delas é melhorar a logística e o escoamento para que a produção possa escoar.”

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