Cezar Santos
Cezar Santos

Alckmin abre o jogo

Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin| Foto: Du Amorim/ A2img

Com Lula da Silva (PT-SP), Jair Bolsonaro (PSC-RJ), João Doria (PSDB-SP) e Ciro Gomes (PDT-CE) fazendo franca campanha à Presidência da República, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) deixa os negaceios de lado e também entra no jogo. Alckmin (PSDB) abriu uma nova fase em sua escalada para ser mais uma vez candidato a presidente da República. E o faz demonstrando confiança em sua força nos bastidores do partido, uma vez que tem concorrente pela indicação, seu afilhado político João Doria, o prefeito da capital paulista.

Na sexta-feira, 20, Alckmin disse que se prepara para concorrer à Presidência da República, antecipando a decisão sobre a escolha dos candidatos dentro da sigla. “Essa decisão (de candidatura à presidência) não é pessoal, é coletiva. Ela ocorrerá mais para frente. Agora, eu me preparo. Acho que é importante a gente estar preparado para servir ao Brasil”, completou, durante entrevista à imprensa num evento, conforme registrou o UOL Notícias.

Na verdade, a fala de Geraldo Alckmin é uma declaração como “entrei na parada, não tem mais essa de ficar tergiversando.”
Senão, vejamos a continuação da fala do tucano, avaliando que o País vive um momento considerado crítico, que pode trilhar em direção ao “populismo fiscal irresponsável” ou ao “crescimento sustentável, com geração de emprego e de renda”.

Claro, o governador insinua que o “populismo fiscal” é o PT e sua concepção de governo, enquanto o “crescimento sustentável, com geração de emprego e renda” é ele mesmo, Alckmin, que emendou: “O mundo que cresce tem política fiscal rigorosa, política monetária com juros baixos e câmbio competitivo”.

Bola nas costas
Mas Geraldo Alckmin tem dentro de seu próprio partido um “amigo da onça” no presidente nacional da sigla, Alberto Goldman. O ex-governador disse que os tucanos estão com muita dificuldade de apresentar uma candidatura de destaque ao Planalto. “A dificuldade é real, mas quem está melhor do que o PSDB?”, questionou Goldman.

Ele até cita o governador Geraldo Alckmin como o nome mais expressivo no momento dentro do partido, mas ponderou que ele “não é nenhuma figura de grande expressão, uma grande liderança nacional”. “Não é um Lula, que foi um grande líder, a verdade é essa”, disse Goldman, esquecendo que foi justamente o “grande líder” Lula que empurrou o Brasil para a crise atual.
Pelo visto, os tucanos não precisam de inimigo, pois já tem um “amigo” como Alberto Goldman.

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