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Sistema de cotas para negros na administração pública é imoral e inconstitucional

Sociólogo Octavio Ianni: “Cotas raciais é o apartheid oficial no Brasil”

Sociólogo Octavio Ianni: “Cotas raciais é o apartheid
oficial no Brasil”

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 6.738/13, do Poder Executivo, que reserva 20% das vagas em concurso público da administração direta e indireta da União a candidatos negros que assim se declararem na inscrição. O projeto segue agora para o Senado. Esse sistema de cotas terá validade de dez anos. Porém, não se enganem, ao seu final será prorrogado. Pela regra da lei, o candidato negro terá dupla vantagem em relação ao que não for negro ou não se declarar como tal, pois, além de poder concorrer a uma vaga destinada à ampla concorrência, ainda poderá pleitear outra pelo sistema de cotas. Em plenário, as polêmicas acerca do projeto foram as mais diversas. O deputado Marcos Rogério (PDT-RO) classificou-o de inconstitucional. Segundo ele, “é uma proposta que fere a Constituição Federal, que estabelece como garantia a isonomia. O Artigo 5º diz que todos são iguais sem distinção de qualquer natureza”.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) rotulou o projeto de “racista, separatista e imoral”. Por sua vez, o deputado Silvio Costa (PSC-PE) disse que a questão racial não é mais importante do que a questão social no Brasil. “No sertão de Pernam­bu­co, onde há influência de colonização holandesa, os brancos é que são pobres. Então, os filhos de negros ricos serão privilegiados em detrimento dos filhos de brancos pobres”, criticou. O relator da proposta, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) alegou que “os dados mostram que os negros são mais de 50% da população, mas preenchem certa de 30% das vagas efetivas do governo federal”. Esta última declaração é mera repetição de uma grande mentira sobre a questão racial no Brasil. Primeiro, no Brasil não existem mais negros do que pardos, mestiços, caucasianos, brancos, etc. Segundo, se existem menos negros na administração pública ou é porque são minoria na sociedade em geral ou porque são menos dedicados ao estudo. O sociólogo Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo, desmistifica essa criação estatística sobre a “maioria negra do Brasil” ressaltando que apenas em Estados como Bahia e Maranhão os negros são predominantes.

O sociólogo Octavio Ianni disse que o sistema de cotas raciais é a implementação do apartheid oficial no Brasil. Entendo que o sistema de cotas é uma aberração sob todos os aspectos, jurídico-constitucional, social e moral. É claro que é inconstitucional. Social e politicamente é essencialmente demagógico e irresponsável. A julgar pela experiência das cotas nas universidades, verifica-se que o rendimento dos cotistas é sofrível e a evasão elevada. Do ponto de vista moral, é inconcebível que uma pessoa verdadeiramente digna possa sentir-se honrada e orgulhosa de si mesma ocupando uma função, não pelo talento ou pelo critério do merecimento, mas pelo “coitadismo” do sistema de cotas. Na administração pública, dentre os vários princípios que a norteiam, um deles é o da eficiência, não o da indolência.

Uma resposta para “Sistema de cotas para negros na administração pública é imoral e inconstitucional”

  1. Organização Negra Nacional Qui disse:

    CARLOS DE
    ASSUMPÇÃO – O maior poeta negro da historia do Brasil autor do poema o PROTESTO Hino Nacional da
    luta da Consciência Negra Afro-brasileira, em celebração completou 87 anos de
    vida. CARLOS DE ASSUMPÇÃO nasceu 23 de maio de 1927 em Tiete-SP na sexta feira
    passada completou 87 anos de vida com sua família, amigos e nós da ORGANIZAÇÃO NEGRA NACIONAL QUILOMBO O. N. N.
    Q. FUNDADO 20/11/1970 (E diversas entidades
    e admiradores parabenizam o aniversario de 87 anos do mestre poeta negro Carlos
    Assumpção) tivemos a honra orgulho e satisfação de ligar para a histórica
    pessoa desejando felicidades, saúde e agradecer a Carlos de Assunpção pela sua
    obra gigante, em especial o poema o Protesto que para muitos é o maior e o mais
    significante poema dos afros brasileiros o Hino Nacional dos negros. “O Protesto” é o poema mais emblemático dos Afros
    Brasileiros e uns das América Negra, a escravidão em sua dor e as cicatrizes
    contemporâneas da inconsciência pragmática da alta sociedade permanente
    perversa no Poema “O Protesto” foi lançado 1958, na alegria do Brasil campeão
    de futebol, mas havia impropriedades e povo brasileiro era mal condicionado e hoje
    na Copa Mundial de Futebol no Brasil 2014 o poema “O Protesto” de Carlos de
    Assunpção está mais vivo com o povo na revolução para (Queda da Bas. Brasil.tilha) as manifestações reivindicatórias por justiça social
    econômica do povo brasileiro que desperta na reflexão do vivo protesto.

    O mestre Milton Santos dizia os versos do Protesto e o discurso de Martin
    Luther King, Jr. em Washington, D.C., a capital dos Estados Unidos da América,
    em 28 de Agosto de 1963, após a Marcha para Washington. «I have a Dream» (Eu
    tenho um sonho) foram os dois maiores clamores pela liberdade, direitos, paz e
    justiça dos afros americanos. São centenas de jornalistas, críticos e
    intelectuais do Brasil e de todo mundo que elogia a (O Protesto) (Manifestação
    que é negra essência poderosa na transformação dos ideais do povo) obra enaltece
    com eloquência o divisor de águas inquestionável do racismo e cordialidade vigente
    do Brasil Mas a ditadura e o monopólio da mídia e manipulação das elites que
    dominam o Brasil censuram o poema Protesto de Carlos de Assunpção que é nosso protesto
    histórico e renasce e manifesta e congregam os negros e todos os oprimidos,
    injustiçados desta nação que faz a Copa do Mundo gastando bilhões para uma
    ilusão de um mês que poderá ser triste ou alegre para o povo brasileiro este
    mesmo que às vezes não tem ou economiza centavos para as necessidades básicas e
    até para sua sobrevivência e dos seus. No Brasil

    .

    Poema. Protesto de Carlos de Assunpção

    Mesmo que voltem as
    costas

    Às minhas palavras de
    fogo

    Não pararei de gritar

    Não pararei

    Não pararei de gritar

    Senhores

    Eu fui enviado ao mundo

    Para protestar

    Mentiras ouropéis nada

    Nada me fará calar

    Senhores

    Atrás do muro da noite

    Sem que ninguém o
    perceba

    Muitos dos meus
    ancestrais

    Já mortos há muito
    tempo

    Reúnem-se em minha casa

    E nos pomos a conversar

    Sobre coisas amargas

    Sobre grilhões e
    correntes

    Que no passado eram
    visíveis

    Sobre grilhões e
    correntes

    Que no presente são
    invisíveis

    Invisíveis mas
    existentes

    Nos braços no
    pensamento

    Nos passos nos sonhos
    na vida

    De cada um dos que
    vivem

    Juntos comigo enjeitados
    da Pátria

    Senhores

    O sangue dos meus avós

    Que corre nas minhas
    veias

    São gritos de rebeldia

    Um dia talvez alguém
    perguntará

    Comovido ante meu
    sofrimento

    Quem é que esta
    gritando

    Quem é que lamenta
    assim

    Quem é

    E eu responderei

    Sou eu irmão

    Irmão tu me desconheces

    Sou eu aquele que se
    tornara

    Vitima dos homens

    Sou eu aquele que sendo
    homem

    Foi vendido pelos
    homens

    Em leilões em praça
    pública

    Que foi vendido ou
    trocado

    Como instrumento
    qualquer

    Sou eu aquele que
    plantara

    Os canaviais e cafezais

    E os regou com suor e
    sangue

    Aquele que sustentou

    Sobre os ombros negros
    e fortes

    O progresso do País

    O que sofrera mil
    torturas

    O que chorara
    inutilmente

    O que dera tudo o que
    tinha

    E hoje em dia não tem
    nada

    Mas hoje grito não é

    Pelo que já se passou

    Que se passou é passado

    Meu coração já perdoou

    Hoje grito meu irmão

    É porque depois de tudo

    A justiça não chegou

    Sou eu quem grita sou
    eu

    O enganado no passado

    Preterido no presente

    Sou eu quem grita sou
    eu

    Sou eu meu irmão aquele

    Que viveu na prisão

    Que trabalhou na prisão

    Que sofreu na prisão

    Para que fosse
    construído

    O alicerce da nação

    O alicerce da nação

    Tem as pedras dos meus
    braços

    Tem a cal das minhas
    lágrima

    Por isso a nação é
    triste

    É muito grande mas
    triste

    É entre tanta gente
    triste

    Irmão sou eu o mais
    triste

    A minha história é
    contada

    Com tintas de amargura

    Um dia sob ovações e
    rosas de alegria

    Jogaram-me de repente

    Da prisão em que me
    achava

    Para uma prisão mais
    ampla

    Foi um cavalo de Tróia

    A liberdade que me
    deram

    Havia serpentes futuras

    Sob o manto do
    entusiasmo

    Um dia jogaram-me de
    repente

    Como bagaços de cana

    Como palhas de café

    Como coisa imprestável

    Que não servia mais pra
    nada

    Um dia jogaram-me de
    repente

    Nas sarjetas da rua do
    desamparo

    Sob ovações e rosas de alegria

    Sempre sonhara com a
    liberdade

    Mas a liberdade que me
    deram

    Foi mais ilusão que
    liberdade

    Irmão sou eu quem grita

    Eu tenho fortes razões

    Irmão sou eu quem grita

    Tenho mais necessidade

    De gritar que de
    respirar

    Mas irmão fica sabendo

    Piedade não é o que eu
    quero

    Piedade não me
    interessa

    Os fracos pedem piedade

    Eu quero coisa melhor

    Eu não quero mais viver

    No porão da sociedade

    Não quero ser marginal

    Quero entrar em toda
    parte

    Quero ser bem recebido

    Basta de humilhações

    Minh’alma já está
    cansada

    Eu quero o sol que é de
    todos

    Ou alcanço tudo o que
    eu quero

    Ou gritarei a noite
    inteira

    Como gritam os vulcões

    Como gritam os
    vendavais

    Como grita o mar

    E nem a morte terá
    força

    Para me fazer calar.

    Organização Negra
    Nacional Quilombo ONNQ 20/11/1970 –

    quilombonnq@bol.com.br

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