Márcio M. Cunha
Márcio M. Cunha

Crescimento das associações de proteção veicular

Os riscos de atividade também imputam em aumento significativo do serviço que será prestado pela seguradora

É comum a existência de associações de proteção veicular ou socorro mútuo hoje no Brasil, e para quem pesquisa sobre esse mercado, tende a saber que as mesmas possuem suas diferenças com as seguradoras, entretanto, tal realidade não era pensável há cerca de 12 anos.

É sabido que as seguradoras possuem uma série de restrições para facilitar ou dificultar a entrada do consumidor em seu quadro de clientes, como por exemplo, ano do veículo em que almeja ser segurado, bem como idade do segurado, restrição de nome na praça e outros fatores. Os riscos de atividade também imputam em aumento significativo do serviço que será prestado pela seguradora.

De uma necessidade do mercado consumidor no cenário nacional, em 2008, na cidade de Belo Horizonte – MG, surgiu uma associação de proteção veicular com o intuito de proteger os clientes “excluídos” das seguradoras. A iniciativa, até então, buscava amortecer monetariamente os sinistros sofridos por classes ignoradas pelas seguradoras, como taxistas e caminhoneiros, sendo suas atividades consideradas como de risco.

Em 2013, começou o processo de expansão da então APVS, pioneira no ramo de associações de proteção veicular, o que consequentemente influenciou a criação de novas associações pelo país e, como resultado, a ameaça a um mercado até então monopolizado.

Devido a burocracia que envolve uma seguradora, as associações frente a liberdade de associar tem ofertado proteção veicular com preços mais em conta que as seguradoras, com o diferencial de que nas associações, não existe restrições de clientes, ou seja, qualquer um poderá associar-se. Contudo, cumpre mencionar os riscos da atividade, dado ao fato de que as associações não cumprem com os mesmos requisitos que uma seguradora, ou seja, não há uma garantia de pagamento dos valores ofertados em caso de falência.

A reflexão fica em saber qual associação é a mais confiável e qual não é, e isso somente se conclui por meio de incessantes pesquisas sobre as atuações das mesmas no mercado. Ademais, faz-se valer o fato de que as principais associações hoje asseguram milhões de veículos em todo país.

Importante destacar que, mesmo com essa nova modalidade de proteção veicular, mais acessível do que a forma convencional, o mercado de seguros tem crescido de forma gradativa, no ano de 2019, a CONSEG – Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, computou um aumento de cerca de 12% no mercado de seguros.

Sendo Empresa Seguradora ou Associação de Proteção Veicular, o caráter determinante na escolha entre ambos sempre será do consumidor, contudo, o mesmo deve sempre estar atento sobre cada situação, principalmente para com as associações, em virtude das mesmas não seguirem as regras dos contratos de seguro pré-estabelecidas no código civil e pela SUSEP, apesar de não oferecerem a mesma segurança jurídica que as empresas seguradoras, o custo benefício de manter seu patrimônio assegurado por uma associação tende a continuar crescendo no Brasil.

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