Hélio Rocha
Hélio Rocha

É preciso proteger (melhor) a art déco de Goiânia

A capital de Goiás deveria proteger melhor seu patrimônio art déco. Miami, nos Estados Unidos, protege

Goiânia precisa mesmo proteger melhor seu patrimônio art déco, que, na verdade, já sofreu algum prejuízo.

Goiânia foi concebida por um arquiteto, na época ainda jovem, que havia estudado na Europa e tinha um especial talento. Era Attilio Corrêa Lima, também o grande responsável pela forte predominância de áreas verdes na cidade.

Algumas das construções em art déco situadas na região central de Goiânia | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Attilio Corrêa Lima seria depois o arquiteto do Aeroporto Santos Dumont, do Rio de Janeiro, por sinal onde iria ocorrer acidente de avião que o matou, quando ele estava com apenas 42 anos. Ele teve uma concepção diferente que tornaria a fisionomia de Goiânia singular. Preservar Goiânia é também uma forma de homenagear essa histórica figura.

Esse estilo arquitetônico que faz parte de Goiânia tem de ser defendido como é em Miami, na Flórida, cuja população se orgulha muito dessa forte marca.  O distrito art déco de Miami, predominando junto à Ocean Drive, de fato é uma relíquia bem conservada.  O famoso modista italiano Gianni Versace, que morreu em 1987, optou por viver em Miami e a sua casa era de arquitetura art déco.

Juntamente com a proteção da art déco, Goiânia precisa abrir uma frente ampla de preservação histórica. Na administração do ex-prefeito Pedro Wilson, por exemplo, foi resgatada a fisionomia original da Avenida Goiás. Seria bastante bem-vinda obra semelhante nas  avenidas Araguaia e Tocantins, que seria bem menos onerosa do que a da Avenida  Goiás.

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