Hélio Rocha
Hélio Rocha

Avião sequestrado pousou em Goiânia

O piloto Fernando Murilo conseguiu evitar que o voo fosse a Brasília, onde o criminoso pretendia jogar o avião contra o Palácio do Planalto

Morreu em agosto passado, aos 76  anos, em Armação de Búzios, onde vivia  desde que se aposentou na aviação, o comandante Fernando Murilo Lima. Ele foi um verdadeiro herói, em setembro de 1988, quando comandava uma aeronave da Vasp que foi  sequestrada. Tratava-se de um  Boeing 737-300, com 135  passageiros e oito tripulantes. Fazia o trecho entre os aeroportos de Confins, Belo Horizonte, e Galeão, no Rio, quando um passageiro armado, Raimundo Nonato Conceição, invadiu a cabine de comando. O co-piloto Salvador Evangelista tentou impedi-lo e foi  morto.

O sequestrador determinou ao comandante que voasse para Brasília e foi  obedecido. Quando se  aproximava de Brasília, o jato estava já com pouco combustível e o sequestrador afirmou que era para lançar o avião  sobre o Palácio do Planalto, pois ele queria era  matar o presidente José  Sarney. 

Raimundo estava desempregado, a inflação beirava 400% ao ano e ele culpava o presidente. O comandante conseguiu então que houvesse um  pouso em Goiânia, para onde a Polícia Federal enviou atiradores de elite que mataram o sequestrador. O comandante salvou portanto 135 passsageiros e, claro, o  presidente Sarney,  homem insensível e egoísta que nem sequer enviou agradecimentos ao herói.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.