Hélio Rocha
Hélio Rocha

Anápolis na rota de Miami: a trajetória do avião Douglas DC-3

O avião que trazia o “Diário Carioca” vinha do Rio para Anápolis. Depois, com algumas escalas, ia para os Estados Unidos

A cidade de Corumbá de Goiás esparrama-se em meio a ladeiras, com apreciável visão do nascente Rio Corumbá.  Do alto se vislumbram magnífica aurora e, quando cheia, uma lua esplendorosa.

Quando eu havia completado 8 anos, começara a apreciar muito a leitura e havia aprendido com a minha professora Mizza  Jacinto a declamar o poema “Meus 8  anos”, de   Cassimiro de  Abreu: “Oh ! que saudades que eu tenho/Da aurora da minha vida,/Da minha infância querida/Que os anos não trazem mais”.

Sobre essa atração pela leitura lembro-me que na época minha escola nos liberava às cinco da tarde e eu corria para casa a fim de esperar pela chegada do ônibus, que o povo chamava de jardineira, vindo de Anápolis. Ele nos trazia o jornal “Diário Carioca”, do Rio, então capital do País, que meu pai assinava.

Eu ficava ansioso pela leitura das historietas das tiras do jornal, que tinham continuação.

Um voo singular transportava o jornal do Rio até Anápolis. Era da Aerovias Brasil. Tratava-se de uma linha feita com o histórico Douglas DC-3. Partia do Rio para Anápolis, a seguir iria pousar em Carolina, no Maranhão, depois Belém do Pará, Guiana francesa, Port of Spain, em Trinidad Tobago, e, finalmente, Miami.

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