Euler de França Belém
Euler de França Belém

Vacinas (a ciência) me ajudaram a “derrotar” a Covid

Por que o vírus não me “derrubou” inteiramente? Médicos sustentam, e acredito nisto, que as vacinas me protegeram

Como peguei Covid-19? Não sei.

Estive em Brasília, recentemente, na Livraria Travessa, no Shopping Casa Park, sempre usando máscara (dada a trombofilia, me protejo um pouco mais). Depois, fui a um restaurante, no qual um homem espirrava fortemente, sem se preocupar que estava num ambiente fechado (ninguém o advertiu de que deveria se preocupar com outros clientes e com os funcionários). Estava sentado a dois ou três metros de mim. Teria me passado Covid? Não dá para saber com absoluta certeza.

Em seguida, fui a um posto de saúde para me vacinar contra a Influenza e tomar a quarta dose da vacina contra a Covid. A vacina contra a Covid só poderia receber uns seis dias depois, no dia 11 de maio, me informou a atendente. Como havia certa quantidade de pessoas no lugar, peguei Covid lá? Não sei.

Logo depois de tomar a vacina contra a Influenza, comecei a sentir a garganta “arranhando” e o nariz ficou entupindo. Fui piorando. Candice, minha mulher, entrou em contato com a pneumologista Flávia Castro, que pediu exames de sangue e o específico para Covid. Sua orientação correta e segura ajudaram a me proteger.

O exame, feito no Laboratório Padrão da Avenida 83, constatou: eu estava com Covid.

Dado o caráter brando do ataque do vírus no meu organismo, em decorrência de ter tomado três doses da vacina, consegui colaborar no fechamento da edição dominical, contribuindo com o editorial, notas das colunas Imprensa e Bastidores e a edição de parte do Cultural e de algumas colunas.

Em alguns momentos, senti certa fraqueza e, até, um pouco de tremor nas mãos. O termômetro dizia que eu não estava com febre. Paradoxalmente, eu me sentia febril — uma febre “interior”, com suadouro persistente. Tomava Dipirona e a quentura passava, parando de suar, notadamente na testa. À noite, sobretudo, eu tossia muito. Apesar de tudo, meus pulmões permaneceram praticamente incólumes.

Sete dias depois do diagnóstico, eu alternava bons momentos, com energia, e maus momentos, com fraqueza. No sábado, 15, ao contrário das 15 notas tradicionais de Bastidores, escrevi apenas seis, acrescidas de duas escritas pelo colega Marcos Aurélio, meu competente parceiro na coluna. O corpo “pedia” cama, dado certo desconforto, um mal-estar permanente, incômodo.

Durante a semana, fui melhorando. Mas, de repente, uma infecção, digamos, oportunista. Aí quase prostrei. Recorri aos préstimos do infectologista Boaventura Braz. Debelada a infecção, ainda fiz novos exames. O sangue está “alterado” e terei de consultar a hematologista Maria do Rosário, que me acompanha há quase dez anos. E há algum problema no fígado.

Quando tudo parecia em ordem, tenho uma câimbra dolorosa na perna direita na madrugada. Teria a ver com o frio ou seria uma sequela da Covid?

Perguntam se meu cabelo está caindo. Ainda não. Minha memória, que é ótima, piorou? Ainda não.

Durante toda a “crise” provocada pela Covid, não deixei de escrever no jornal, no online e no impresso, o que indica o caráter brando do “ataque” do vírus. Mas, felizmente, estou de volta à redação.

Candice, convivendo todos os dias comigo  e cuidando de mim com desvelo, não teve Covid. Está vacinada com três doses, à espera da quarta, como eu. Somos apóstolos da Ciência.

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