Euler de França Belém
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TV Anhanguera demite Marizete Correntino, que trabalhou 40 anos no Grupo Jaime Câmara

A jornalista é apontada por ex-colegas como uma profissional “altamente competente”. Ela teria ensinado a vários repórteres como funciona o jornalismo televisual

Vereador Elias Vaz com a jornalista Marizete Correntino

A TV Anhanguera demitiu na quarta-feira, 23, a jornalista Marizete Correntino, coordenadora do Interior.

Com 40 anos de Grupo Jaime Câmara, Marizete Correntino foi editora do “Jornal Anhanguera 2ª Edição” e editora do “Jornal do Campo” (foi sua criadora). “Fará falta”, afirma uma legião de ex-colegas. “Muita falta”, acrescenta um ex-editor.

O Jornal Opção ouviu seis pessoas do meio televisual e todas foram unânimes: é, seguramente, uma das profissionais mais competentes na área de televisão. “É extremamente séria e íntegra”, afirma um ex-editor.

Marizete Correntino ensinou dezenas de jornalistas a fazer reportagens e a entender o meio televisão. “Marizete sabe fazer televisão e sabe ensinar”, afirma um ex-colega. Profissionais do interior são gratos às orientações seguras e precisas.

Com pouco mais de 60 anos, Marizete Correntino é uma pioneira da TV Anhanguera, ao lado de Jackson Abrão e José Divino. Ela já estava aposentada, mas, dada a competência, havia sido mantida na equipe.

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Tacilda Aquino

O chamado new journalism não comporta profissionais da competência da Marizete. E na maior empresa de comunicação do mercado goiano, experiência não conta. Não me surpreende em uma empresa que não se preocupa com a qualidade da informação que passa. Perde o espectador e os colegas porque certamente Marizete ainda tem muito a ensinar.

Josete Bringel

Tive a honra de trabalhar com a Marizete Correntino na TV Anhanguera e na UFG. Muito competente. Nas Tvs da iniciativa privada é assim mesmo. O profissional é descartável. A Marizete bateu recorde de tempo na Tv pois conseguiu ficar lá p 40 anos graças a sua competência. Infelizmente qto mais experiente é o profissional da comunicação (sobretudo TV) mais caro ele custa p a empresa q pouco se preocupa com conteúdo de qualidade. A Tv hj é mais espetáculo, mais fofoca, futilidade e tragédia e menos informação. No conceito das empresas talvez nem precise de jornalista. Basta um falastrão.

Nara Serra

Marizete foi a primeira pessoa a acreditar em mim, quando, ainda estagiária, me “promoveu” a produtora, com a responsabilidade de cobrir diariamente 15′ do jornal. Foi também a minha mentora na edição de telejornalismo. Perde o jornalismo televisivo, mas perde muito mais a TV Anhnaguera.