Euler de França Belém
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Texto da Piauí sobre Chico Buarque sugere que jornalismo é o escorpião de suas fontes

chicoA “Piauí” deste mês publicou dois textos muitos bons. “O irmão brasileiro”, escrito por Fernando de Barros e Silva, é sobre a peregrinação de Chico Buarque, autor do romance “O Irmão Alemão”, em busca da história de seu irmão Sergio Günther, na Alemanha. “O Palestrante Cético” é um perfil, assinado por Rafael Cariello, do economista Eduardo Giannetti.

O clima entre Chico Buar­que e Fernando de Barros, autor de um o­púsculo de qualidade sobre o compositor-cantor, é, percebe-se no tex­to, de camaradagem. Mas qualquer repórter é uma espécie de escorpião. Em Berlim, Chico Buarque encontra-se com uma filha de Sergio Günther, Kerstin Prügel, com a filha desta, Josepha Prügel, e com uma das ex-mulheres do irmão, Monika Knebel. Todas ganharam presentes do brasileiro. Menos Michael, marido de Kerstin, cujo sobrenome não é mencionado (deve ser Prügel).

Chico Buarque esclarece que a cachaça comprada para Michael havia sido apreendida em Paris, no aeroporto. “Fiquei com a sensação de que havia acabado de inventar a história”, diz o às vezes sutil Fernando Barros.

Depois, Chico Buarque diz que Josepha Prügel, sua parente, “lembra a Scarlett Johansson, com um pouco de boa vontade”. Fernando Barros, meticuloso, registra tudo. Sobre a sobrinha, Kerstin Prügel, o escritor diz que tem “cabeça de manga”.

Como a família alemã não entende português, portanto não vai ler a “Piauí”, Chico Buarque e Fernando Barros, assim como os leitores, podem rir em paz.

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