Euler de França Belém
Euler de França Belém

Starobinski, que morreu aos 98 anos, era um mestre da história das ideias e do ensaio

O historiador suíço deixa obras impagáveis sobre Montaigne e Rousseau e um livro sobre a história cultural da tristeza

Quem, apreciando história, não aprendeu alguma (ou muita) coisa lendo a obra extraordinária, escrita num misto de profundidade e leveza, do historiador das ideias Jean Starobinski, que morreu na segunda-feira, 4, em Morges na Suíça, aos 98 anos.

Psiquiatra, depois de trabalhar como médico, Starobinski escreveu livros como “Montaigne em Movimento” (tradução de Maria Lúcia Machado), “Jean Jacques Rousseau — A Transparência e o Obstáculo (tradução de Maria Lúcia Machado), “A Tinta da Melancolia — Uma História Cultural da Tristeza” (tradução de Rosa Freire d’Aguiar), “As Máscaras da Civilização” (ensaios traduzidos por Maria Lúcia Machado), “1789 — Os Emblemas da Razão” (tradução de Maria Lúcia Machado) e “As Encantatrizes — Sedutoras na Ópera”.  As cinco primeiras obras foram publicadas pela Companhia das Letras. O último saiu pela Civilização Brasileira.

Starobinski era ensaísta — a arte da contenção —, historiador e crítico literário. Filho de poloneses, ele lecionou nas Universidade de Genebra, sua terra natal, na Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, e no Collège, em Paris. Era expert em história das ideias e literatura francesa (e não só).

O pesquisador escreveu belamente, com uma rara capacidade de síntese e clareza, a respeito de Montaigne, Voltaire, Diderot e Rousseau.

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