Euler de França Belém
Euler de França Belém

Sergio Moro e Teori Zavascki foram os homens do ano em 2016

A ação deles na condução dos processos da Operação Lava Jato credencia-os como os grandes magistrados do país

Sérgio Moro e Teori Zavascki | Foto: Fabio Pozzebom/ Nelson Jr.

No fim de dezembro e início de janeiro, pensei em quem nomear como grande brasileiro de 2016 — o Homem do Ano. De cara, pensei em Sergio Fernando Moro, um magistrado competente, íntegro e corajoso. Com seu rosto quadrado, como se talhado por um discípulo de Rodin, trata-se de um juiz que não se dobra, nem aos apelos eloquentes e inebriantes da mídia. Agrada-lhe, sobremaneira, cumprir a lei — doa em quem doer. Raramente perde o controle das emoções, exceto quando excessivamente provocado pelos advogados do ex-presidente Lula da Silva.

Em seguida, pensei em Teori Zavascki, com seu jeito de alemão que saiu de um romance de Thomas Mann. Sério, até sisudo, tratava-se de um magistrado que, além de competente, não aderia ao populismo dos tempos modernos. Às vezes parecia enfarado com o excesso de cobertura da imprensa. Agora que está morto tende a “crescer” e a ser considerado como um dos magistrados-chaves do Supremo Tribunal Federal. O que, de fato, era.

Embora seja tarde para afirmar, pois o ministro morreu, talvez deva ser considerado, ao lado de Sergio Moro, como o homem do ano de 2016. A parceria na Lava Jato firmou-os como magistrados poderosos, precisos e justos.

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