Raymond Chandler é o James Joyce do romance policial. O escritor americano aos poucos vai entrando para a lista de escritores requintados, tais sua habilidade narrativa e sua imaginação poderosa. Sua história complexa é esmiuçada no livro “Raymond Chandler — Uma Vida” (Benvirá, 456 páginas, tradução de Fábio Storino), de Tom Williams.

Chandler é tão bom quanto Dashiell Hammett, Georges Simenon, P. D. James, Ruth Rendell e Patricia Highsmit. Talvez seja um pouco mais enigmático e, vá lá, complicado.

Sinopse da editora: a biografia “apresenta uma análise meticulosa dos livros de Raymond Chandler bem como um retrato inédito desse escritor que, ao lado de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle, definiu a moderna literatura policial.

“Cada um dos livros de Raymond Chandler carrega a tensão que cercou sua vida – a infância conturbada com a separação dos pais, a profunda inabilidade com sexo e mulheres e a luta contra o alcoolismo. Não para menos, seu detetive Philip Marlowe é um dos personagens mais complexos dos romances hard-boiled — herdeiro provável do temperamento de seu criador.”

Entrou para minha lista penelopiana. Lista que, como indica o “nome”, é feita e desfeita com frequência.