Euler de França Belém
Euler de França Belém

“Racismo” deixa Preta Gil branca na capa da revista Moda Moldes

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Reprodução

A cantora Preta Gil garante que está indignada com “Moda Moldes”, que, ao colocá-la na capa na edição de setembro, decidiu fazer uma alteração. A filha de Gilberto Gil é negra, mas, na capa da revista, aparece praticamente branca.

A publicação usou o Photoshop para branquear a pele da artista. “Estou em estado de choque! Não tem como não me indignar, pois fiz essas fotos para a capa dessa revista e a mesma foi publicada sem minha aprovação e do fotógrafo. O Photoshop foi feito por conta própria. Aí está o resultado”, criticou. “A foto original está linda, nem precisava de grandes ajustes. Pra que isso? Que vergonha! O trabalho de todos os profissionais envolvidos foi comprometido. Infelizmente, essa que está na capa da revista não sou eu!”, criticou.

De fato, na foto original, Preta Gil está bonita, com um olhar naturalmente luminoso e aquele ar rebelde, e não precisava de retoques, por assim dizer, “racistas”. Não que tenha ficado mais feia como “branca”, mas, como ela disse, deixou de ser a Preta Gil que todos conhecem.

A rigor, pode-se dizer que o autor da distorção é racista? Talvez nem seja. É provável que tenha sido apenas um ato inconsciente de um jovem deliciado com as múltiplas possibilidades oferecidas pela tecnologia. Fica-se com a impressão, às vezes, de que determinados intelectuais e grupos políticos pretendem transformar o Brasil num País racista, alimentando discussões que produzem argumentos e resultados pífios.

Uma resposta para ““Racismo” deixa Preta Gil branca na capa da revista Moda Moldes”

  1. Avatar Epaminondas disse:

    Impressão tem um troço chamado “correspondência de cores”. Porque o que você vê na mídia luminosa da tela, é diferente do que você vê na mídia de papel, que reflete luz. O trabalho do editor da foto é buscar esta correspondência.

    Diversos fatores interferem nesta correspondência, como se a plataforma de computador tem capacidade para correspondência, se está ajustado, se a foto não foi da tela para o papel e uma foto de celular trouxe a capa de volta do papel para a tela…

    Daí você pega um sistema de computador com calibragem comprometida e um editor sem muita experiência (uma revista como a Moda Moldes não parece ser assim uma grande publicação que dispense profissionais experientes em correspondência de cores. Ela não é nenhuma National Geographic), está pronto os ingredientes para um resultado de pouca correspondência. Daí só falta colocar como cobertura a patrulha politicamente correta para dizer que a coisa toda é intencional.

    Daqui alguns dias a revista provavelmente soltará uma nota dizendo que não é racista, não aprova racismo e inclusive demitiu o funcionário (para patrulha politicamente correta, perseguir racistas pode, o que não pode é perseguir etnias) e fica tudo por isto mesmo.

    Até, claro, alguém reunir novamente os elementos para o resultado inadvertido, já que ninguém discutiu o que pode ter acontecido.

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