Euler de França Belém
Euler de França Belém

Pedro Nava disse que Carmo Bernardes e Bernardo Élis são grandes escritores

Numa entrevista ao poeta Gabriel Nascente, o maior memorialista do país fala de sua amizade com Vinicius de Moraes e Manuel Bandeira e conta que ouviu Rui Barbosa discursar

Pedro Nava, apontado como o Proust dos trópicos, garante que criou a expressão “poetinha” para se referir a Vinicius de Moraes e que “poeta bissexto” é uma criação de Manuel Bandeira

Gabriel Nascente, poeta maior e prosador menor, publicou, pela Ediouro, um livro, “Sentinelas do Efêmero” (239 páginas), em 1992, que merece reedição. Contém entrevistas e ensaios literários. Ele conta que a mãe do poeta Álvares de Azevedo era goiana de Pirenópolis. São as entrevistas que justificam a obra e sua republicação. São, no geral, excelentes — aqui e ali, nota-se certo caos, típico do poeta, mas nada que atrapalhe a qualidade. Entre os entrevistados estão José J. Veiga (“Goiás me expulsou”), Erico Verissimo, Pedro Nava, Edilberto Coutinho, Vinicius de Moraes, João Cabral de Melo Neto, Afonso Felix de Sousa, Bernardo Élis, Carlos Drummond de An­drade, Antonio José de Moura, Gilberto Mendonça Teles e Ferreira Gullar. Fiquemos com a entrevista de Pedro Nava (1903-1984).

Na apresentação, Gabriel Nas­cente cita Francisco de Assis Barbosa a respeito de Pedro Nava: “Estamos diante de um verdadeiro monumento literário, desses raros monumentos que se levantam de cem em cem anos”. As memórias do escritor deram-lhe o “título”, verdadeiro, de “Proust dos trópicos”. A reconstrução de um tempo, com pessoas reais vivamente imaginadas, lembra, e não vagamente, a bíblia francesa “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust. A Companhia das Letras está reeditando a obra do escritor: “Balão Cativo”, “Baú de Ossos”, “Chão de Ferro”, “Beira-Mar” e “Galo das Trevas”. No conjunto, trata-se de uma obra-prima que não faz feio, na estante e nas mãos dos leitores, se colocada ao lado de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, “Os Sertões”, de Euclides da Cunha (era amado por Pedro Nava), “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, e “Perto do Coração Selvagem”, de Clarice Lispector.

A conversa de Pedro Nava com Gabriel Nascente ocorreu no Rio de Janeiro, em 14 de janeiro de 1981. Numa noite “calorenta”. Sentado numa espreguiçadeira, o escritor estava tranquilo, chegou a gargalhar e explicou ao escritor goiano a origem de seu sobrenome. “Nava é uma palavra portuguesa que quer dizer planície. Planície entre as montanhas. É a significação exata do meu nome em português. Mas infelizmente não é essa. O meu nome deve ser ligado a navio, porque é de origem italiana.”

A entrevista é entremeada por opiniões de poetas a respeito de Pedro Nava. Carlos Drummond de Andrade comentou a seu respeito: “Pedro Nava surpreende, assusta, diverte, comove, embala, inebria, fascina o leitor, com suas memórias de infância, a que deu o título de ‘Baú de Ossos’. Seus guardados nada têm de fúnebre. Do baú salta a multidão antiga de vivos, pois este médico tem o dom estético de, pela escrita, ressuscitar os mortos”.

Pedro Nava, que se matou em 1984, com um tiro de revólver — estava sendo chantageado por um garoto de programa, com o qual mantinha relações —, começa a entrevista comentando sobre medicina. Ele era médico. “O estudo médico age no indivíduo de duas maneiras: nunca deixa o sujeito num centro político. O sujeito que começa a fazer hierarquia com a anatomia e com a fisiologia, achar que o cérebro vale mais que o coração, que o coração é melhor que o estômago, que o estômago é melhor que o intestino grosso, que a mão é mais inteligente que o pé, está completamente errado”, afirma o escritor. “Esse sujeito será um eternamente reacionário, de direita. Agora, você considerando tudo igual, dando uma importância igual a toda soma, a todo o organismo, achando que o calcanhar vale tanto quanto o olho, aí sim: você tem uma abertura maior para a humanidade, para o progresso do humanismo. Daí a razão da existência de médicos quase sempre com tendências para a esquerda ou para a direita.” Nada convincente, sobretudo idiossincrático, mas certamente divertido. Em 1981, vivendo sob uma ditadura havia 17 anos, Pedro Nava certamente não queria ou não podia distinguir ideias liberais ou conservadoras das ideias de alguns dos militares que governavam o país. Ao contrário do que comumente se pensa, liberais e conservadores não são, muitas vezes, reacionários.

Livro de Gabriel Nascente contém entrevistas de Carlos Drummond de Andrade, Afonso Felix de Sousa, Ferreira Gullar e Gilberto Mendonça Teles

Academia e Vinicius

Nem todos escritores almejam ser imortais da Academia Brasileira de Letras. Como Drummond de Andrade, Pedro Nava não se movimentava para ocupar uma vaga na ABL. “Não quero de maneira alguma ser membro da Academia Brasileira de Letras. Nunca foi plano meu, e digo isso com toda sinceridade. Quanto a mim, explico porque não serei acadêmico. Primeiro: a maneira de entrar numa academia, aquela mendigação de votos, aquele pedido aos acadêmicos, eu não farei. Claro que, aos 40 e poucos anos, tive coragem de pedir votos para entrar na Academia Nacional de Medicina.

Hoje, não. Estou com 78 anos, de modo que a situação é extremamente diferente. Naquela época, eu tinha mais energia, mais peito para chegar perto das pessoas e pedir. Hoje, nada disso tenho mais: peço é desculpa. Não peço emprego, não peço dinheiro emprestado, não peço artigo em jornal. Segundo, acho que a Academia Brasileira de Letras é uma instituição anacrônica, reacionária. A minha geração é absolutamente antiacadêmica. O pessoal que tomou parte no Movimento Modernista é antiacadêmico. A gente não ouvia um Mário de Andrade falar em Academia Brasileira de Letras. Carlos Drummond também nunca aceitou, e, por questão de coerência com meu passado, sou antiacadêmico dos pés à cabeça.”

Sob o governo do general João Figueiredo, Pedro Nava desconfiava da “abertura sob controle” dos militares. “Liberdade concedida não existe.” “O problema social brasileiro, disso tenho medo, porque nós estamos numa situação de fome, violência terrível. Na minha opinião, esse negócio de violência não é uma causa primária, é uma consequência. A primeira violência que existe é a policial. Essa gerou tudo isso. Violência da caçada humana. Assistimos, a toda hora, pelo rádio e televisão, caçada de gente no morro. De vez em quando, eles cercam o morro e sobem para procurar malandros, que sempre saem mortos na ocasião. Isso me irrita, me põe fora de mim. Eu tenho vergonha de ser contemporâneo dessa opressão gerada pelo governo.” Hoje, 36 anos depois da entrevista, o quadro parece ser diferente. Com o crime organizado, no e fora do morro, policiais têm sido vítimas de violência. Ainda que não se possa desconsiderar que, eventualmente, a polícia possa agir de maneira violenta contra cidadãos comuns e decentes.

Quando Gabriel Nascente mencionou o nome do poeta e compositor Vinicius de Moraes, Pedro Nava soltou “uma boa gargalhada”. “Sempre tive horror a sujeito cheio de titica de galinha. Depois, se não existe simpatia entre duas pessoas, não há comunicação”, anota o escritor. Rodrigo Melo Franco de Andrade perguntou: “O que o sr. está achando do Vinicius?” O médico-escritor respondeu: “Acho uma criatura encantadora, sujeito fabuloso, mas não estou com muita vontade de fazer amizade com ele não, porque amigo aborrece muito. A gente sofre muito por causa dos amigos. Mas depois ele entrou, entrou de coração adentro. Essa expressão ‘poetinha’ é minha. Fui eu quem começou a chamá-lo de poetinha. E ele ficou sendo poetinha para o Brasil inteiro. Foi adotado pela roda e o apelido pegou”. A amizade entre os dois “era feito tiririca, não se arrancava”.

Ao falar de Vinicius de Moraes, Pedro Nava recitou o poema “Balada de Pedra Nava”, do poetinha: “Meu amigo Pedro Nava/Em que navio embarcou:/A bordo do Westphalia/Ou a bordo do Lidador?/Em que antárticas espumas/Navega o navegador/Em que brahmas, em que brumas/Pedro Nava se afogou?/Juro que estava comigo/Há coisa de não faz muito?/Enchendo bem a caveira/Ao seu eterno defunto./Ou não era Pedro Nava/Quem me falava aqui junto/Não era o Nava de fato/Nem era o Nava defunto…/Se o tivesse aqui comigo/Tudo se solucionava/Diria ao garçom: Escanção!/Uma pedra a Pedro Nava!/Uma pedra a Pedro Nava/Nessa pedra uma inscrição:/‘— deste que muito te amava/teu amigo, teu irmão…’.”

Certa feita, na sua última visita a Pedro Nava, Vinicius de Moraes foi barrado pelo ascensorista. Gritou, esperneou e o médico decidiu descer do apartamento para verificar quem era. “Eu não o reconheci. Ele estava de barba branca. Fernando Sabino disse: ‘Tem um velhinho bêbado aí no elevador, que vai trazer embaraço pra você. Ele está querendo falar com você’. Disse-me o ascensorista: ‘O velhinho está aí indócil, está subindo e descendo’. Eu fui pra lá, disposto a correr com o velhinho”. Pedro Nava perguntou: “O que o sr. quer?” Vinicius de Moraes disse: “Quero te ver, amado!” Aí o médico o reconheceu.

No apartamento de Pedro Nava, Vinicius de Moraes cantou “músicas antigas”. “Pedi que cantasse a ‘Ba­la­da de Pedro Nava’. Ele cantou! Ti­nha um gravador em casa e gravei. In­felizmente é uma gravação imperfeita, porque ele gaguejou no momento. Talvez porque ele não sabia de cor, mas tinha a ‘Obra Completa’ dele. Abri o livro, ele começou a cantar lendo. Mas isso nunca foi gravado em disco. É uma música inédita dele que eu tenho guardado.”

Pedro Nava foi médico de Vinicius de Moraes. “Contou-se [Pedro Nava] que tivera medo que eu morresse, não tanto porque fosse seu paciente, mas porque era seu amigo. Tive um medo póstumo, quando o poeta me fez ver essa possibilidade”, disse Vinicius de Moraes. “Pedro Nava é o criador da ideia sinistra do defunto que todos nós carregamos conosco, a quem damos de comer e beber e para quem arranjamos mulher; o defunto que se senta, se levanta, anda na rua, vai ao cinema, escova os dentes e, no fim da noite, se deita imóvel para imitar o descanso eterno. Pedro Nava é um ser terrível, um perturbador da ordem, em russo. É o poeta russo Pedro, o Grande. Só se sente bem ou no seu hospital, onde combate, com uma prudência de conhecedor a fundo, todos os candidatos à morte; ou perturbando a alma alheia com sua grande tristeza — e por que não dizer dor-de-corno? — sua ternura úmida e animal (de marfim) fiel, sua poesia lancinante”, escreveu o poetinha que, na verdade, era poetão.

Vinicius de Moraes conta que, ao serem apresentados, na casa de Rodrigo Melo Franco, “o poeta batalhou para” mantê-lo “à distância”. “Não queria mais saber de amigos, que são criaturas que atrapalham muito, sofrem, adoecem, morrem, é o diabo! Mas pouco a pouco venci o poeta. Hoje ele é desses quatro ou cinco que já não distingo mais em meu sentimento. É um homem espantosamente rico e inteligente. Não há balda, como se diz em Minas, que lhe passe. Sua capacidade inventiva, no domínio da psicologia lírica, é assombrosa. Sua poesia bissexta é excelente. Quem não leu ‘O Defunto’ não sabe o que é sugestão de morte. É o poema mais ‘incômodo’ que há. Perturba o tempo todo, irremediavelmente.”

Bernardo Élis (goiano) e Carmo Bernardes (“goianeiro”) são vistos
como escritores importantes pelo memorialista mineiro Pedro Nava

Manuel Bandeira

Pedro Nava sustenta que o poema Manuel Bandeira é o criador da expressão “bissexto” quando se refere a poetas. “Manuel era homem muito difícil de contar coisas da sua vida, porque ele era extremamente reservado. Eu acho que confidência do Manuel, talvez quem tenha ouvido uma ou duas vezes teria sido o Rodrigo de Andrade, que era seu amigo íntimo. Um dia, conversando com ele, falei: ‘Manuel, no fundo, esse negócio de poesia bissexta, em ser poeta bissexto, é ser um poeta fraco. É o poeta de produção vasqueira, de vez em quando’. Ele deu uma gargalhada que não parava mais. E quando dava gargalhada, concordava”, relata Pedro Nava.

Manuel Bandeira (1886-1968) teve tuberculose, cantada em verso e prosa, mas viveu 82 anos. Pedro Nava afirma que viveu tanto porque era “o método em figura de gente. Ele viveu a custa deste método. Ficou tuberculoso muito novo. Foi para a Suíça e voltou de lá curado. E ele tinha hora certa para levantar, para comer; não abusava de álcool absolutamente, não bebia nada. Tinha hora de sair da casa dos amigos, ir embora. Implacavelmente levantava, ia para casa dormir, repousar. Não tinha essa história de… era um verdadeiro relógio! Eu vi várias radiografias dos pulmões do Bandeira. Não era um ‘carditário’, negócio de caverna — como ele mesmo falava em seu poema. Pelo contrário, hemoptise ele tinha. Tinha uma tuberculose congestiva, com lesões difusas, mas não escavações. Era tuberculoso dos dois lados. Tuberculose bilateral. No fim da sua vida, a radiografia dele, mais velho, era fibrosa, cicatrial, com tendência nítida para cicatriz. Tanto que ele aguentou, viveu depois dos 60 anos. E o vício, o único vício dele, era a linguagem, a poesia. A sua razão de ser era a poesia”.

Vinicius de Moraes e Manuel Bandeira eram amigos de Pedro Nava. O primeiro era extrovertido; o segundo, era um homem reservado e não fazia confidências

Carmo Bernardes

Mineiros e goianos são povos irmãos, tanto que o escritor Carmo Bernardes, de Pato de Minas, dizia-se “goianeiro”, uma mistura de goiano com mineiro. Gabriel Nascente, no fim da entrevista, perguntou se Pedro Nava conhecia a literatura de algum escritor de Goiás, como Hugo de Carvalho Ramos, Bernardo Élis, Carmo Bernardes. O autor de “Baú de Ossos” disse: “Eu conheço o Carmo Bernardes. Esteve aqui em casa e prefaciei o livro dele. Depois ele parou de me escrever. Gostei muito dele, ele veio aqui com a sua sra. Acho um escritor muito importante. O Bernardo Élis também é muito bom. Mas o Carmo Bernar­des [autor do romance “Juruba­tu­ba”] é um dos grandes escritores bra­sileiros do momento. E essa opinião não é só minha. O Francisco Bar­bosa também pensa a mesma coisa. E já não tenho os livros do Carmo Bernardes porque andei mostrando e emprestando-os, e foram todos embora. É um homem absolutamente simples, com toda naturalidade absoluta. Simples no contato, simples na maneira de se apresentar. É um sujeito de primeira ordem”.

Quando Gabriel Nascente desligou o gravador, Pedro Nava disse, em tom brincalhão: “Diga ao Carmo que estou esperando até hoje o empadão de Goiás, que ele prometeu me mandar”.

Rui Barbosa

Rui Barbosa: Pedro Nava ouviu o jurista, escritor e político falar quando tinha 14 anos, em 1917

Aos 14 anos, em 1917, Pedro Nava ouviu um discurso de Rui Barbosa. O jurista, escritor e político falou da sacada do “Jornal do Comércio”, no Rio de Janeiro. “Eu estava quase na esquina da [Rua do] Ouvidor e ouvi perfeitamente a voz de Rui Barbosa. Não sei se era o meu ouvido de menino, que era muito bom, ou se ele tinha mesmo um vozeirão, voz de orador. Porque naquele tempo não havia microfone. A coisa era na goela mesmo. Falava demoradamente. Era orador torrencial, para ficar uma, duas horas falando”. Uma jovem, saudando-o, falou “uns 50 minutos” e acabou vaiada. Ela disse que quem não quisesse ouvi-la poderia “ir embora”. “Ninguém foi embora, porque o Rui estava esperando para falar.”

Gabriel Nascente deveria procurar uma editora e providenciar uma edição do excelente “Sentinelas do Efêmero” (do “Profundo” talvez fosse mais apropriado, ainda que menos poético). Há entrevistas de alta qualidade. Afonso Felix de Sousa, o grande poeta brasileiro, inquirido se “acredita em inspiração como fator predominante no ato da criação poética”, replica: “Em inspiração pura e simples como móvel da criação poética, eu não acredito. Mas sei por experiência que a concepção de um poema obedece a certa disposição espiritual em certo momento da vida. Sem essa disposição ou compulsão íntima, não sai nada, e se sair dificilmente terá valor”.

Numa entrevista polêmica e corajosa, Gilberto Mendonça Teles, poeta e crítico literário dos melhores, assinala: “Depois da experiência da Poesia Concreta, os irmãos Campos, de certa maneira, patrulharam e castraram a inteligência brasileira. Toda gente nova no Brasil começou a fazer poemas do tipo dos poemas concretos. Augusto de Campos, Ha­roldo de Campos, Décio Pignatari. Então esse pessoal não teve muita experiência com a palavra. Resul­tado: isso criou muito problema, porque muita gente, para continuar como poeta, teve que vencer isso; Agora, o que acontece é que depois de esgotada a força do poema concreto, naquele momento os irmãos Campos partiram para a ligação da poesia com a música e tentaram lançar com Caetano Veloso um movimento tropicalista”. Sobra petardos até para o goiano José Godoy Garcia, que teria se empolgado com os concretistas.

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ADALBERTO DE QUEIROZ

Excelente! Quero ler o livro todo, quando mais não fosse porque concordo com o Nava nesse ponto: “Mas o Carmo Bernar­des [autor do romance “Juruba­tu­ba”] é um dos grandes escritores bra­sileiros do momento. E essa opinião não é só minha. O Francisco Bar­bosa também pensa a mesma coisa. E já não tenho os livros do Carmo Bernardes porque andei mostrando e emprestando-os, e foram todos embora. É um homem absolutamente simples, com toda naturalidade absoluta. Simples no contato, simples na maneira de se apresentar. É um sujeito de primeira ordem”.