Deputado vice-campeão de voto, em São Paulo, o humorista publica o livro “Pior Que Tá Não Fica”, título que é uma síntese do Brasil de Dilma Rousseff

Tiririca é um fenômeno político e um humorista longevo. Na campanha do ano passado, o político de São Paulo foi reeleito deputado federal com 1.016.796 votos, credenciando-se como o segundo mais votado do país. Como a Academia Brasileira de Letras é um reduto de escritores e… políticos, como Getúlio Vargas, José Sarney (Millôr Fernandes dizia que, quando escreve, a Língua Portuguesa grita de dor) e Fernando Henrique Cardoso, Tiririca, embora não seja nenhum Guimarães Rosa e tampouco um José Mauro de Vasconcelos, afirma que vai se preparar para cabalar votos, assim que um imortal morrer, para se tornar integrante do grupo de “grandes homens”. Ah, o parlamentar acrescentou que quer ir para a ABL apenas “para passear”. Porém, de repente, se o passeio der certo e os acadêmicos perceberem-no como uma espécie de Golbery do Couto e Silva civil, pode disputar uma vaguinha. Para tanto, o político, humorista, cantor e escritor está lançando o livro “Pior Que Tá Não Fica” (Editora Matrix). São piadas. O título é uma síntese perfeita do Brasil da presidente Dilma Rousseff, de Lula da Silva e José Dirceu.

As piadas são contadas por Tiririca e anotadas por Ciro Botelho, redator do “Pânico”. Deputados contam que as piadas relatadas por Tiririca, ao vivo, são divertidíssimas. Há parlamentares que rolam de rir de seu jeito brejeiro de contá-las.

A capa do livro exibe Tiririca “avacalhando” geral com a faixa presidencial (os não-Tiriricas avacalham-na muito mais, desde Jânio Quadros, ao menos. Leitores certamente dirão: “É o Dilmo que deu certo”.

Tiririca é autor do best seller “As Piadas Fantárdigas do Tiririca” (Editora Matrix).

Cearense de Itapipoca, Tiririca, conhecido como o “palhaço-cantor”, hoje apresenta-se como ator e humorista. É deputado do PR, mas não se envolveu em nenhum escândalo. Ele é um dos participantes do “Pânico”. O jornalista Ciro Botelho, antes de se consagrar como redator do “Pânico”, escreveu roteiros de humor para a TV Record e trabalhou em vários jornais.

A Matrix é uma editora de sucesso, tendo publicado livros de Millôr Fernandes, o filósofo do humor, e livros como “Bem-Vindo ao Inferno”, “Proibido Para Maiores” e “Mothern”.