Euler de França Belém
Euler de França Belém

“O Popular” terceirizou sua opinião para a “Folha de S. Paulo” e para o “Estadão”

As páginas de opinião sinalizam que o jornal do Cerrado se tornou uma espécie de sucursal dos jornais de São Paulo

Arquivo

“O Popular” permanece terceirizando sua opinião para articulistas de outros jornais. Os leitores ficam à espera da análise política de seus repórteres e editores, mas, quando abrem as páginas, encontram artigos de jornalistas e colaboradores de outros jornais. No domingo, 1º, na terça-feira, 3, e na sexta-feira, 6, o jornal destacou artigos de Eliane Cantanhêde, do “Estadão”. Na segunda-feira, 2, brilharam o filósofo Luiz Felipe Pondé e o jornalista Marco Aurélio Canônico, da “Folha de S. Paulo” (o jornal erra e escreve “Folha de São Paulo”; no artigo “O nome da rosa”, do desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga, que escreve com rara fluência, ninguém revisou o nome do escritor argentino Jorge Luis Borges, e por isso saiu “Luiz”). Na quarta-feira, 4, o principal artigo da página 3 é de Elio Gaspari, da “Folha”; o segundo texto é de Plínio Fraga, colaborador da “Folha”. Na quinta-feira, 5, o psicanalista Contardo Calligaris, articulista da “Folha”, ocupa quase toda a página 3.

Fica a pergunta que os leitores sabem que não quer calar: “‘O Popular’ é sucursal da ‘Folha’ e/ou do ‘Estadão’?”. Está passando da hora de o jornal do Cerrado preocupar-se em formar massa crítica interna.

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Isso… isso… isso!

Concordo plenamente! Há tempos tenho observado essa tendência.

Redução de custos. Além de ser um jornal, como outros da região, muito dependente de recursos do Estado e do governante de plantão. Toma “muito cuidado” com o que publica quando o tema é contrário aos interesses do governante de plantão.

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