O Popular mantém mesmo assunto na manchete da edição online por mais de 5 horas

Fica-se com a impressão de que está faltando novos assuntos para a redação do jornal sustentar suas manchetes

O Brasil está “pegando fogo” com a participação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na comissão do Senado que discute medidas de combate à Covid, os desdobramentos da CPI da pandemia e a queda no número de internações em vários Estados. Mas o destaque do jornal “O Popular”, durante toda a manhã de segunda-feira, 26, foi um conflito nas redes sociais, com a chamada: “Caiado e Marconi trocam acusações nas redes sociais”.

A manchete, tema mais relevante do dia para o jornal, foi destaque na capa por mais de cinco horas. Isto não acontece em nenhum jornal do porte de “O Globo”, “Folha de S. Paulo”, “O Estado de S. Paulo”, “Correio Braziliense” e “Zero Hora”. Fica-se com a impressão de que está faltando material jornalístico para sustentar a manchete do jornal na edição online.

O Jornal Opção ouviu um especialista em gestão de tráfego na internet sobre o assunto: “A busca pela desenfreada audiência tem feito os jornais brasileiros virarem meros repetidores do que acontece nas redes sociais. O problema é que, no caso de jornais fechados, isso se torna contraproducente, já que as redes sociais são abertas”.

“Jornais só terão vida se optarem pela análise ou pelo conteúdo não factual, já que é impossível concorrer com a velocidade das plataformas sociais e de compartilhamentos de notícias”, acrescenta o especialista.

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