Justus Uiwayesu: órfão de Ruanda, o jovem começou a estudar aos 9 anos e chegou a uma das maiores universidades americanas
Justus Uiwayesu: órfão de Ruanda, o jovem começou a estudar aos 9 anos e chegou a uma das maiores universidades americanas

O “New York Times” publicou reportagem, “Após infância em lixão, ruandês chega a Harvard” (traduzida pelo UOL), escrita por Michael Wines, que relata a história de Justus Uiwayesu, de 22 anos.

Aos 9 anos, órfão, vítima da brutal guerra entre hutus e tutsis, Justus morava num lixão e dormia num automóvel abandonado, ao lado de duas crianças. Ao encontrá-lo, em 2001, a assistente social norte-americana Clare Effiong, ouviu do menino faminto e sujo (estava há mais de um ano sem tomar banho): “Eu quero ir para a escola”. Era um “nayibobo”, uma criança esquecida.

Apoiado por Clare Effiong, fundadora da instituição de caridade Esther’s Aid, logo no primeiro ano, Justus se tornou o melhor aluno de sua turma e passou a morar num orfanato. Rapi­da­mente, aprendeu inglês, francês, suaíli e lingala e se interessou por ciências. Preocupado com outros garotos pobres, “ajudou a fundar uma entidade beneficente para” apoiar “alunos pobres do ensino médio”.

Este ano, Justus conquistou uma bolsa integral e está estudando matemática, economia e direitos humanos em Harvard, uma das melhores universidades do mundo.

Na internet, há comentários de que se trata de um jovem superdotado. Pode ser. Mas será que esforço, estudo concentrado e disciplina não contam mais? Será que toda pessoa brilhante e bem-sucedida tem de ser caracterizada como superdotada? Brasileiros pensam, às vezes, que o aprendizado rigoroso e o sucesso intelectual derivam mais da inteligência do que do estudo detido de um determinado assunto.

Inteligência é importante, até decisiva, mas de nada adianta sem trabalho árduo, organizado.