Custo de manutenção de um jornal impresso, que exige uma grande estrutura, é o principal responsável pela migração exclusiva para o mundo digital

“O Estado do Maranhão”, jornal da família de José Sarney, deixará de ser impresso partir do fim do ano. A versão digital pode (e poderá) ser lida no portal Imirante. “Em meio século de existência, o jornal viveu o advento do telefoto, telex, policromia e da informatização e ingressou definitivamente na modernidade. Nessa trajetória, o jornal foi pioneiro em muitos momentos. Foi um dos precursores no uso da cor em todo o Norte e Nordeste”, disse a direção da publicação.

José Sarney, escritor e dono de jornal | Foto: Ailton de Freitas

“Filho” do “Jornal do Dia”, criado em 1959, “O Estado do Maranhão” ganhou este nome em 1973, quando foi adquirido pelo político José Sarney.

O custo de manutenção de um jornal impresso, que exige uma grande estrutura, com equipamentos caros — como impressoras —, é o principal responsável pela migração exclusiva para o mundo digital. Os jornais digitais têm custos menores.

José Sarney, de 91 anos, é escritor e, certamente, não ficou satisfeito com a “morte” do seu jornal impresso. Mas o que há de se fazer ante os custos, cada vez mais elevados, e se os acessos (a leitura) são oriundos muito mais da internet?