As obras mais importantes do autor britânico saíram em português pela Companhia das Letras. Sua literatura examinou, com percuciência, o totalitarismo soviético

O escritor britânico Martin Amis morreu na sexta-feira, 19, nos Estados Unidos. O prosador, de 73 anos, tinha câncer no esófago.

A informação foi confirmada pela mulher de Martin Amis, a escritora uruguaia Isabel Fonseca.

Martin Amis escreveu 15 romances, além de memórias e ensaios. Era um amigo de Ian McEwan e Christopher Hitchens (que também morreu de câncer, aos 62 anos). Os dois nasceram em 1949 (o mesmo ano em que nasceu o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o falecido ex-governador Maguito Vilela).

Vários livros do autor inglês foram publicados no Brasil pela Editora Companhia das Letras, em edições e traduções bem cuidadas: “A Informação”, “A Viúva Grávida” (resenhado no Jornal Opção pela jornalista e crítica literária Mariza Santana), “Casa de Encontros” (resenhado no Jornal Opção pelo poeta e jornalista Carlos Willian), “A Zona de Interesse”, “Lionel Asbo” e “Trem Noturno”.

Martin Amis examinou, com rara percuciência, a ação do totalitarismo socialista na vida dos indivíduos. “Casa de Encontros” é sobre o Gulag. Trata-se de um romance triste e doloroso, mas, ainda assim, de rara beleza.

Martin Amis era filho do escritor inglês Kingsley Amis

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