Atila Iamarino, Vitor Mori e outros profissionais se tornaram influenciadores digitais “do bem” durante a pandemia e merecem reconhecimento

Atila Iamarino em seu vídeo mais popular (mais de 5 milhões de visualizações), de março de 2020 | Foto: Reprodução

Uma menção que precisa ser feita durante esses quase dois anos desde o surgimento da Covid-19 – cujos primeiros doentes devem ter se contaminado ainda em novembro de 2019 – deve ser feita aos médicos, enfermeiros, biólogos, profissionais de saúde e de outras áreas que se tornaram influenciadores digitais por passar informações importantes sobre a doença.

O caso mais emblemático é do biólogo e doutor em Virologia Átila Iamarino, que virou referência logo no começo da pandemia. Suas lives no YouTube em março e abril do ano passado foram fundamentais para melhor informar aqueles que queriam de fato saber como lidar com o que estava chegando ao Brasil. Mais de uma dezena de suas transmissões chegaram a ultrapassar a casa dos milhões. Uma delas, em março de 2021, dizia da urgência de implantar medidas de isolamento e chegou a mais de 5 milhões de visualizações.

Da mesma forma, outros profissionais colocaram e colocam à disposição dos internautas seus conhecimentos. Foi por meio de Vitor Mori, físico e doutor em Engenharia Biomédica, que quem acompanha o Twitter no Brasil ficou sabendo por antecipação que a transmissão do coronavírus se dava predominantemente pelas vias aéreas e não pelo contato físico direto. Ou seja, era preciso se ater mais ao uso de máscaras e se preocupar menos com superfícies eventualmente contaminadas.

Por meio do perfil de Mori e outros na mesma rede, também foi incentivado o uso de proteções faciais de maior qualidade, como as PFF2, equivalente à N95 e que garante uma segurança alta se bem ajustada ao rosto.

No tocante às vacinas e outras novidades em curso no exterior, a pneumologista Letícia Kawano vem fazendo um trabalho de excelência na comunicação com seus seguidores. Na rede social Instagram, ela publica quase que diariamente notícias sobre o andamento vacinal na França – onde cursa um pós-doutorado – e outros países europeus e festeja conquistas/vitórias sobre a doença.

Nem só da influência de negacionistas vive o mundo digital. Pelo contrário, há uma gama de profissionais trabalhando muito bem as redes para repassar informações importantes. Quem quer beber dessa água no meio do turbilhão causado pela pandemia, tem a quem recorrer.