Euler de França Belém
Euler de França Belém

Morre o diretor de cinema Franco Zeffirelli

Ele dirigiu “Romeu e Julieta” e trabalhou como assistente de Luchino Visconti

O diretor de cinema italiano Franco Zeffirelli morreu no sábado, 15, em Roma, na sua casa, aos 96 anos. A fundação que leva seu nome anunciou: “O desaparecimento ocorreu no final de uma longa doença. O mestre vai descansar no cemitério de Porte Sante, em Florença”. O comunicado da morte saiu no jornal “La Stampa”.

Ao ver “Henrique V”, o de Laurence Olivier, Zeffirelli tomou uma decisão: seria ator. Depois de um caso amoroso com o diretor de cinema Luchino Visconti, o nobre que dirigiu “O Leopardo”, confirmou sua vocação para o cinema. Chegou a atuar na peça “Crime e Castigo”, de Visconti. E foi assistente deste nos filmes “A Terra Treme”, em 1948, “Senso”, 1952, e “Belissima’, de 1961.

Zeffirelli era um mestre da popularização de histórias clássicas, como “Romeu e Julieta”, de Shakespeare. O diretor encenou mais de 120 óperas e também peças de teatro. A mais famosa adaptação para o cinema é “Romeu e Julieta”. Elizabeth Taylor e Richard Burton, o conflituoso casal de Hollywood, atuou no seu filme “A Megera Domada” (sua estreia como diretor de cinema), outra adaptação de Shakespeare (Taylor e Burton aplicaram 1 milhão de dólares no filme, que rendeu muito dinheiro ao diretor e à dupla). Maria Callas foi dirigida por Zeffirelli na ópera “It Turco”, de Rossini, e na “Tosca”. Levou ao palco “La Traviatta”, em 1958, em Dallas, nos Estados Unidos. Em Paris, dirigiu “Norma”, de Bellini.

Em 1986, levou “Otelo” ao cinema e ganhou a Palma de Ouro, em Cannes. Estrelado por Mel Gibson, “Hamlet” (1990) ganhou direção de Zeffirelli.

A mãe queria registrá-lo como Gianfranco Zeffirelli (brisas, a inspiração era uma ópera de Mozart), mas o cartorário anotou Zeffirelli e assim ficou. Ele estudou arquitetura, mas acabou seduzido pelo mundo das artes. Na Segunda Guerra Mundial, trabalhou como tradutor para os Aliados, na batalha contra o fascista Benito Mussolini e o nazista Adolf Hitler.

O filme “Um Chá com Mussolini”, de 1996, resgata as memórias da guerra de Zeffirelli. Ele dirigiu também “Jane Eire” (o romance de Charlotte Brontë) e “Callas Forever” (com Fanny Ardant)

Na televisão, Zeffirelli adaptou “Jesus de Nazaré”, como Robert Powell e Anne Bancroft (que fez Maria Madalena).

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