As oposições não perceberam que o trabalho de comunicação nas redes sociais — tanto na apresentação de propostas quanto no revide político — custa pouco, em termos financeiros, mas exige profissionais capacitados e comprometidos. Jornalistas que recebem dinheiro e passam o dia inteiro em cafés de Goiânia, batendo papo e falando mal do governo e de quem trabalha, não contribuem em nada. É preciso trabalhar duro e produzir em termos de quantidade e qualidade.

A equipe que trabalhou para o governador Marconi Perillo impressionou — até mesmo as oposições — pela qualidade e quantidade do material produzido. Não só a qualidade e quantidade. A velocidade em que variados assuntos eram postados nas redes sociais, e de repente se tornavam até virais, indica alta competência técnica (e talento) da equipe. Apresentaram respostas para quase tudo e funcionaram muito bem no ataque.

Jornalistas competentes e atentos, como João Bosco Bittencourt, levaram Marconi Perillo a imperar na internet. O espaço era igual para todos, mas a equipe do tucano-chefe usou-o melhor. Faltou competência às oposições para explorar de maneira mais adequada as potencialidades da internet.