Euler de França Belém
Euler de França Belém

Livro revela história de como comunistas levaram o cadáver de Hitler pra União Soviética

Jean-Christophe Brisard e Lana Parshina conseguiram acesso a documentos inéditos sobre como o cadáver do ditador foi levado para o país de Stálin

Jean-Christophe Brisard e Lana Parshina: jornalistas conseguiram documentação inédita sobre a morte de Hitler nos arquivos soviéticos | Fotos: Reprodução

Quem visita a Argentina surpreende-se com best sellers que asseguram que Adolf Hitler, o ditador nazista, fugiu da Alemanha para o país de Juan Domingo Perón, em 1945. O jornalista argentino Abel Basti, no livro “El Exilio de Hitler” (Ediciones Absalón, 493 páginas), diz que o político que matou judeus, ciganos, homossexuais, comunistas, democratas, católicos e testemunhas de Jeová “fugiu” para Barcelona, ao lado de sua mulher, Eva Braun, e, de lá, escapou para a terra de Jorge Luis Borges — onde teria morrido, na década de 1960 (o delírio do repórter pode ser conferido no link). Mas há obras seriíssimas a respeito da morte do cabo e pintor austríaco que se tornou mandachuva no país de Goethe e Thomas Mann.

“O Dossiê Hitler — O Führer Segundo as Investigações Secretas de Stálin” (Record, 627 páginas, tradução de Kristina Michahelles), organizado por Henrik Eberle e Mattias Uhl, é um livro iluminador a respeito do suicídio de Hitler. O mais importante biógrafo do nazista, o britânico Ian Kershaw, escreveu a respeito: “Este é um importante documento; a partir de agora, terá lugar garantido entre as fontes sobre a vida de Hitler”. (Escrevi uma breve resenha, que pode ser conferida no link).

Pioneiro sobre a morte de Hitler

Chega ao Brasil mais um livro a respeito: “A Morte de Hitler — Os Arquivos Secretos da KGB” (Companhia das Letras, 353 páginas, tradução de Carlos Szlak), de Jean-Christophe Brisard e Lana Parshina. Como não li, transcrevo o release da editora: “Um relato dramático e revelador dos últimos dias no bunker de Hitler, baseado em arquivos soviéticos nunca antes revelados e investigações forenses de última geração.

“Os nazistas capitularam no dia 8 de maio de 1945. Hitler se suicidou uma semana antes, em seu bunker berlinense. Os aliados e os soviéticos festejaram a vitória juntos. Essa é a versão mais conhecida da história. Na realidade, porém, no dia 1º de maio, Stálin ordenou que seus soldados investigassem a morte de Hitler e capturassem o corpo do ditador. O objetivo era buscar evidências da morte do homem ou um troféu de guerra que provasse ao mundo inteiro que seu país derrotara o monstro?

“Em 2017, depois de dois anos negociando com as autoridades russas, os jornalistas Jean-Christophe Brisard e Lana Parshina tiveram acesso aos dossiês confidenciais referentes à inacreditável perseguição ao corpo de Hitler empreendida pelos espiões soviéticos, assim como aos interrogatórios daqueles que testemunharam os últimos dias do Führer. E o mais importante: Moscou concordou em mostrar pela primeira vez e deixar que examinassem seus restos mortais — um pedaço do crânio com a marca da bala e a mandíbula.

“Numa investigação digna de um romance de espionagem, os autores colocam um ponto final nos últimos questionamentos a respeito da morte de Hitler.”

Leia a sinopse acima tendo em vista que o livro de Brisard e Pasrshina é mais recente (de 2017) do que “O Dossiê Hitler” (de 2005). Possivelmente, contém material inédito — insisto, não o li —, mas o livro organizado por Henrik Eberle e Matthias Uhl talvez tenha sido o primeiro a revelar os detalhes da história. Daí o elogio de Ian Kershaw.

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Adalberto de Queiroz

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