Euler de França Belém
Euler de França Belém

Livro revela a história do menino-carteiro de Auschwitz

Joe entregou mensagens secretas aos prisioneiros, salvou crianças da câmara de gás e deu esperança às pessoas num dos períodos mais terríveis da história

A Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945, é um assunto inesgotável (a participação das mulheres precisa mais bem explorada). Assim como a história dos judeus que foram vítimas do Holocausto da Alemanha nazista. As histórias dos campos de concentração e extermínio, como Auschwitz, o mais emblemático, Treblinka, um dos mais letais, Bergen-Belsen e Sobibor ainda estão sendo contadas (os livros gerais são de alta qualidade, mas vale revelar as histórias individuais). A crueldade dos homens de Hitler, dos alemães da terra do poeta Goethe — o Shakespeare da Alemanha —, ainda está sendo registrada. Certamente ainda há centenas e talvez milhares por relatar. Comentou-se por certo tempo sobre a “passividade” dos judeus. O que os livros estão contando é que eles reagiram e muitos perderam a vida enfrentando os bem armados militares de Heinrich Himmler, Adolf Eichmann e Adolf Hitler. Aconteceram revoltas dentro dos campos e várias pessoas foram fuziladas por não aceitarem as ordens do governo alemão.

Há histórias de grande humanidade. “O Garoto Que Seguiu o Pai Para Auschwitz”, de Jeremy Dronfield, relata uma história impressionante. Um jovem, menor, fez o impossível para ficar perto do pai, participou da resistência no campo de extermínio e os dois saíram vivos. Alquebrado, o pai só sobreviveu graças ao apoio (e o amor) do filho. É uma história tão dolorosa quanto bela.

“O Tatuador de Auschwitz”, de Heather Morris, conta a história de dois judeus eslovacos — Lale Sokolov e Gita Fuhrmannova — que sobreviveram ao mais letal dos campos de extermínio. O amor e a garra de ambos foram decisivos para que resistissem à vileza inominável dos alemães. Lale Sokolov é uma pessoa impressionante.

Agora sai em Portugal o livro “O Carteiro de Auschwitz” (353 páginas), de Joe Rosenblum e David Kohn. É a história do primeiro. O livro saiu em Portugal, pela editora Alma dos Livros, e ainda não circula no Brasil. Ainda não o li; portanto, entra para minha lista penelopiana.

Sinopse da editora

“‘O Carteiro de Auschwitz’ é a história verdadeira de um adolescente a quem tentaram roubar a vida e os sonhos. Apanhado no turbilhão do Holocausto, este jovem sobreviveu a uma sequência de dramas tão angustiantes que se torna difícil aceitá-los como factos reais.

“Uma confiança inabalável, uma bondade sem limites, um exemplo perfeito de bravura e caráter.

“Joe Rosenblum era ainda criança quando assistiu à invasão nazi da sua pequena cidade na Polónia. Foi por pouco que escapou à execução em massa de que foi vítima o irmão. Joe mudou-se primeiro para uma quinta, onde trabalhou, e cujos proprietários o protegeram e o ajudaram a prover o sustento da família durante algum tempo. Depois, viu-se obrigado a refugiar-se junto de ex-prisioneiros russos. a sua inacreditável jornada de sobrevivência começa após ser capturado pelos alemães.

“O mensageiro secreto que sobreviveu ao campo de concentração mais terrível da história.

“Inteligente, criativo e extremamente pragmático, Joe desafiou a morte, transportou a esperança e deu um exemplo perfeito de humanidade, otimismo e perseverança. com uma bondade sem limites, ele entregou mensagens secretas aos prisioneiros, salvou crianças da câmara de gás e devolveu a luz e a esperança ao coração dos homens num dos períodos mais terríveis da história mundial.

“Uma poderosa mensagem de fé e esperança na humanidade.”

O diretor de cinema Arthur Hiller (1923-2016) comentou a respeito do livro: “Vai comover-se, chorar e torcer por este jovem adolescente, que revela uma capacidade de sobrevivência inigualável. Mesmo reduzido a um animal faminto, supera os nazis no seu próprio jogo. Estamos perante uma saga carregada de emoção”.

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