Euler de França Belém
Euler de França Belém

Livro resgata participação dos soviéticos na tomada de Berlim e na derrota do nazismo

História da Segunda Guerra Mundial é contada, em geral, do ponto de vista dos Aliados ingleses e americanos. É decente incluir a visão russa

Os melhores livros sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foram escritos por historiadores ingleses, como Richard Evans, Richard Overy, Antony Beevor, Norman Davies, Ian Kershaw, Andrew Roberts e Max Hastings. Em seguida, aparecem os americanos e os alemães. Nos Estados Unidos, há quem acredite que a batalha começou e terminou na Normandia, em 1944, quando, dados os recursos materiais e humanos, os americanos de fato foram decisivos. Mas uma história honesta, como sugere Norman Davies, precisa incorporar aquilo que escreveram os pesquisadores russos, ucranianos, bielorrussos, georgianos, entre outros ex-integrantes do império chamado União Soviética. Mi­lhões de soviéticos morreram na peleja, muitos como verdadeiras buchas de canhão. Sem os soviéticos, os Aliados teriam derrotado os alemães? É provável, mas teria demorado mais tempo e com um custo de vidas imenso de americanos e ingleses.

Está passando da hora de pu­blicar livros de russos a respeito da Segunda Guerra para “torná-la” mais Mundial e menos inglesa e americana (até o cinema rus­so sobre a batalha é praticamente ignorado no Ocidente). “A Conquista de Berlim — 1945: A Derrota dos Nazistas” (Con­texto, 256 páginas, tradução de Ro­berto Cataldo Costa), de Vassily Tchuikov, começa a preencher a lacuna.

Release da editora informa: “Conhecemos muitos relatos sobre a Segunda Guerra Mundial e uma parte deles é sobre o que aconteceu após o dia D, com a vitória dos Aliados sobre os alemães. Mas, até agora, não dispúnhamos de uma obra que desse um testemunho sobre como a guerra foi vencida pelos soviéticos. O marechal Tchuikov, autor deste livro extraordinário que finalmente chega aos leitores brasileiros, foi um dos maiores heróis da União Soviética. Sob a liderança dele os soviéticos venceram os inimigos em Berlim, onde destruíram o que restava do Terceiro Reich e levaram o líder nazista ao suicídio.

“Este não é um livro de um historiador, um jornalista, um intelectual. Tchuikov era um soldado, um militar de campo, desses que precisavam sentir o ruído da batalha. Assim, ele descreve em detalhes as táticas militares, os armamentos e sua visão sobre o inimigo. Escrita em plena Guerra Fria, esta obra traz um relato vivo e apaixonado da vitória soviética sobre os nazistas, do ponto de vista de um dos seus protagonistas.”

Falta agora uma biografia decente do grande general Zukhov (ou Jukov). Além, claro, de outras obras que destaquem a participação da União Soviética na guerra.

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