Euler de França Belém
Euler de França Belém

Livro resgata a história dos filósofos e escritores que criaram a filosofia existencialista

Livro conta a história do existencialismo, que era uma espécie de filosofia e atitude, e dos existencialistas

O existencialismo é tanto uma filosofia quanto uma atitude ante a vida. O francês Jean-Paul Sartre, filósofo, escritor e dramaturgo, era o papa deste credo ímpio que moveu gerações de europeus e de outros povos pelo mundo afora e influenciou os movimentos rebeldes de 1968. Há biografias tanto de Sartre quanto de Simone de Beauvoir, o casal-símbolo do existencialismo, e de Raymond Aron e de Albert Camus, que, aos poucos, se distanciaram do esquerdismo stalinista de Sartre e de Beauvoir. Agora sai pela Editora Objetiva, com tradução de Denise Bottmann, o livro “No Café Existencialista” (416 páginas), de Sarah Bakewell, que ainda não li. A seguir, leia o release da editora.

“Filosofia e biografia se encontram neste divertido retrato de Paris e dos fascinantes personagens que mudaram para sempre a maneira como pensamos.

“Paris, 1933. Três jovens amigos se encontram no bar Bec-de-Gaz na Rue Montparnasse. Eles são Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Raymond Aron, companheiro filósofo que abre seus olhos para uma nova e radical maneira de pensar. A partir de então, Sartre vai criar sua própria filosofia — do amor e do desejo, da liberdade, dos cafés e garçons, das amizades e do fervor revolucionário. Sarah Bakewell conta a história do existencialismo moderno como um encontro apaixonado entre pessoas, mentes e ideias. De Sartre e Simone de Beauvoir ao seu círculo mais amplo de amigos e adversários, incluindo Albert Camus, Martin Heidegger, Maurice Merleau-Ponty e Iris Murdoch, ‘No café existencialista’ é uma agradável jornada pelas correntes políticas, artísticas e sociais que moldaram o movimento intelectual que fascinou Paris e percorreu o mundo – um modo de pensar que até hoje nos afeta profundamente.”

Não sei se Paulo Francis, mas alguém contou — e não li registro disso em livros — que certa feita Sartre dirigiu-se à Alemanha, com o objetivo de visitar o filósofo alemão Martin Heidegger. O francês anunciou-se ao secretário do pensador. Pouco depois, ao voltar, o auxiliar disse que Heidegger não aceitaria a visita, pois não conversava com “jornalistas”. Para uma estrela da filosofia como Sartre, “rebaixado” à condição de jornalista — essencialmente, um generalista —, deve sido humilhante, se a história for mesmo verdadeira. Mesmo se apócrifa, quando se trata de Sartre, a história é mesmo muito boa.

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