Euler de França Belém
Euler de França Belém

Livro resgata a história do cientista português Acácio Nobre

Ele mantinha relações com Fernando Pessoa, Einstein e Melville e acreditava na educação por meio de jogos

Acácio Nobre (1869?-1968), inventor português — acreditava que seria possível educar as pessoas por intermédio de jogos (seus jogos foram usados até por soldados nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial) —, é quase desconhecido, inclusive em Portugal. No seu tempo de vida, chegou a ser bem conhecido e mencionado em vários países, como a França e a Alemanha. Sua história complexa é relatada no belo livro “A Coleção Privada de Acácio Nobre” (Dublinense, 223 páginas), de Patrícia Portela.

O visionário Acácio Nobre foi artista, cientista, matemático, bioengenheiro — adepto incondicional da modernidade e, como tal, um revolucionário — que, além de conviver com o poeta Fernando Pessoa, manteve correspondência com o escritor americano Herman Melville, autor do romance “Moby Dick”. Ele manteve contato com o físico Alberto Einstein.

Patrícia Portela teve imensa dificuldades para escrever o livro, dada a falta de documentos. Por isso, aqui e ali, a obra parece confusa. Mas confuso mesmo, ao menos em parte, era Acácio Nobre. Ele, por sinal, não se preocupava com a fama.

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