Euler de França Belém
Euler de França Belém

Livro conta a história do massacre de cientistas e da ciência na União Soviética

Cientistas soviéticos que não aceitaram subordinar seus estudos aos ditames da política foram implacavelmente perseguidos pelo regime comunista

Na União Soviética de Ióssif Stálin, a ciência era submetida à po­lítica. Chegou-se a pensar numa “genética so­viética”. O charlatão Tro­fim Lysenko, que fazia a cabeça do ditador, chegou a negar a existência dos genes.

O resultado foi um recuo científico espantoso, tanto que, para construir sua bomba atômica, os comunistas tiveram de roubar pesquisas dos Estados Unidos, tendo como parceiros cientistas e militantes da esquerda.

O escritor e jornalista Simon Ings, no livro “Estaline e os Cien­tistas” (Temas e Debates, 552 páginas), investiga o retrocesso da ciência na União So­viética. Não só. Ele registra o assassinato ou a interrupção da carreira de cientistas brilhantes. Aquele pesquisador que não rezasse pela cartilha stalinista, acomodando a ciência à avaliação política, era desprezado, perseguido, preso e, até, morto pela KGB.

Porém, mesmo sob controle, cientistas soviéticos contribuíram com o avanço da ciência em várias áreas, como radiobiologia, neurociência, psicologia, física atômica.
Simon Ings é editor de cultura da “New Scientist” e escreve para “The Guardian, “The Times”, “The Independent” e “Nature”.

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