Na década de 1970, notadamente em 1973, uma história policial galvanizou o Brasil: o assassinato de menina Araceli Cabrera, de 8 anos.

Araceli saiu do colégio São Pedro, em Vitória, no Estado do Espírito Santo, em 18 de maio de 1973, e desapareceu.

O corpo de Araceli, ao ser encontrado pela polícia, seis dias depois, estava, além de desfigurado, em decomposição. Foi achado num matagal.

Paulo Helal (Paulinho), Dante (Dantinho) Brito Michelini e Dante de Barros Michelini, pai do segundo, foram denunciados pelo Ministério Público. Os três são de família importante do Espírito Santo.

Dante Brito Michelini, Dante Barros Michelini e Paulo Helal: acusados pelo MP | Foto: Reprodução

A denúncia do Ministério Público postulou que Paulo Helal e Dante Brito Michelini “arquitetaram um plano diabólico para possui-la [Araceli] sexualmente, usando de todos os recursos, mesmo se fosse necessário sacrificá-la, como aconteceu”. Os envolvidos no crime foram condenados (a sentença foi anulada) e, depois, absolvidos.

A história ganha novos contornos, um registro mais amplo, no livro “O Caso Araceli — Mistérios, Abusos e Impunidade” (Alameda 282 páginas), dos jornalistas Felipe Quintino (com doutorado pela USP) e Katilaine Chagas (professor de inglês e tradutora).

O escritor José Louzeiro escreveu “Aracelli, Meu Amor” (Prumo, 257 páginas).