Euler de França Belém
Euler de França Belém

Livro abre a caixa-preta do BNDES, o banco da JBS, da Odebrecht, de Cuba e de Angola

Bernardino Coelho e Claudio Tognolli mostram como o dinheiro jorrou para ditaduras corruptas e para gigantes nacionais, chegando até a JBS dos EUA

Há quem postule que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sobretudo nos quatro governos do PT, mudou, extraoficialmente, de nome. Passou a ser Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico da JBS e da Odebrecht ou Banco Internacional de Desenvolvimento Econômico de Cuba e da Venezuela. Pode-se falar em certo exagero? O que se deve dizer é que saquearam o banco, que se transformou em instrumento político e de corrupção. Procede que há uma caixa preta e que, aos poucos, está sendo aberta?

O livro “A Caixa-Preta do BNDES — Como o Dinheiro Público Abasteceu Cuba, Venezuela, Angola e a JBS USA” (Matrix, 248 páginas), do advogado Bernardino Coelho e do jornalista Claudio Tognolli, postula que, sim, a caixa-preta é gigante.

A editora Matrix informa que o “livro traz documentos e informações que mostram como o dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) jorrou para ditaduras corruptas e para gigantes nacionais, chegando até a JBS dos Estados Unidos. Corrupção travestida de legalidade, por meio de contratos diversos, alimentando mamatas dentro e fora do país. Fatos que continuam sendo investigados pela Lava Jato. Há muito tempo se fala em abrir a caixa-preta do BNDES. Como nenhum governante teve a coragem de fazer isso, foi preciso que um advogado e um renomado jornalista vasculhassem papéis, fizessem investigações e acionassem seus contatos para fazer uma devassa nessa instituição. Os detalhes são sórdidos. Mas o Brasil não podia mais esperar”.

Um livro bombástico, por certo. Mas o petismo ortodoxo, aquele que avalia que Lula da Silva é mais importante do que o Brasil, certamente dirá que se trata de propaganda da direita. Por isso, por não avaliar o que pensa o brasileiro a respeito do que diz, é que o PT perdeu a última eleição presidencial e pode perder outras (a pesquisa “Veja”/FSB mostra que, se a eleição fosse realizada hoje, Bolsonaro venceria Lula da Silva no segundo turno e só perderia para o ministro da Justiça, Sergio Fernando Moro).

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