Euler de França Belém
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Livraria Saraiva, com uma dívida de 674 milhões, pede recuperação judicial

A empresa pretende renegociar suas dívidas, em dois anos. Mas não será uma das missões mais fáceis

Como uma empresa vendendo livros — e não tem mais lançamentos nas lojas físicas, pelo menos — pode pagar uma dívida de quase 1 bilhão de reais, ou seja, exatos 674 milhões de reais? Parece uma missão das mais impossíveis. Pois esta é a dívida da Livraria Saraiva, empresa que tantos e bons trabalhos prestou ao público ledor do Brasil. Para tentar pagá-lo — na verdade, é uma tentativa de ganhar tempo, de contornar a dívida —, a Saraiva pediu recuperação judicial na sexta-feira, 23.

A Livraria Saraiva está atrasando pagamentos às editoras há alguns meses. No pedido de recuperação judicial, os dirigentes informam que a empresa está passando por uma fase de restruturação, com o apoio da consultoria Galeazzi & Associados. Informa que fechou 19 unidades e demitiu 700 funcionários.

A diretoria da Saraiva admite que a venda de livros cresceu 5%, em 2018, mas frisa que o preço do produto subiu menos do que a inflação. A empresa anota que, segundo registro do “Estadão”, que “enquanto o IPCA — índice oficial de inflação — subiu 53,8% de 200 a 2017, o valor unitário do livro caiu 8%, na mesma comparação”.

A Saraiva informa que caíram as vendas de DVDs de filmes e CDs de música e chega a mencionar a “onipresença” dos “concorrentes” Netflix e Spotify.

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