O “Pop” está passando a impressão para seus leitores que se tornou uma espécie de “Daqui 2”. Numa busca frenética por leitores (está perdendo assinantes e seu público envelheceu), o jornal está priorizando o jornalismo policial. Repórteres categorizados estão sendo transferidos para a cobertura policial. Por sinal, o jornal cometeu um erro ao demitir os revisores. Porque o número de erros é crescente em suas páginas policiais.

A quantidade de repórteres na área policial estaria assustando até a repórter policial-mor do jornal, Rosana Melo. Um repórter brinca e diz que ela “estaria com receio de perder o emprego”. Não perderá, claro, pois é a mais competente repórter policial do jornal. É a que tem as melhores fontes. Quando tira férias, a cobertura do jornal cai. Aliás, se dependesse dela, já estaria fora da redação há muito tempo. Porém, como sabe tudo do ramo, a editora-chefe Cileide Alves faz o impossível para mantê-la.
O “Pop”, com sua história de jornalismo correto, não pode ganhar a pecha de jornal que, “se torcer, sai sangue”. Ao priorizar o jornalismo policial, o jornal está perdendo espaço nas áreas de política, economia e cultura.