Euler de França Belém
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Laudo comprova que assassino do cartunista Glauco e de mais duas pessoas é imputável

O promotor de justiça Fernando Braga Viggiano, autor da denúncia contra Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, pelos crimes de latrocínio, estava mesmo certo — desde o início. Os laudos de insanidade e psicológico feitos pelo Tribunal de Justiça de Goiás — de responsabilidade dos psiquiatras Leandro de Carvalho e Ítalo Rocha da Silva e dos psicólogos Melissa Pereira David Sousa, Kênia Camilo e Orion Tadeu de Amorim — concluíram que Cadu Nunes é perfeitamente imputável, porque tem plena consciência de seus atos. O réu sabe o que está fazendo.

Além de admitir que matou duas pessoas em Goiânia — latrocínio —, Cadu Nunes sublinhou que sentia prazer ao cometer os crimes. Ele contou que era usuário de cocaína, mas, ao cometer crimes, não usava drogas. “No âmbito do direito, importava que se comprovasse que no dia e na hora dos crimes ele tinha capacidade de entendimento”, disse o promotor Fernando Viggiano. Tinha.

Para Fernando Viggiano, segundo texto postado no site do Ministério Público de Goiás, Cadu Nunes tem “uma mente perversa, manipuladora e de grande periculosidade”. “Trata-se de uma pessoa extremamente manipuladora que, dependendo da situação em que se encontra, faz o discurso que se quer ouvir”, assinala o promotor.

Se for solto, afirma Fernando Viggiano, Cadu Nunes poderá cometer novos crimes. “Há comprovações de que ele tem interesse de voltar para a seara da criminalidade”, frisa o promotor.

O laudo será analisado pela defesa de Cadu Nunes e, depois, será examinado pelo juízo da 5ª Vara Criminal de Goiânia. O advogado apresentará a defesa e a magistrada do caso “poderá designar a instrução do julgamento para a retomada do processo criminal”.

Cadu Nunes está numa cela individual, sem convívio com outros presos. Ao contrário do estaria dizendo, não tem sido ameaçado.

Carta de um manipulador

Uma carta escrita por Cadu Nunes, apreendida no Núcleo de Custódio, mostra a capacidade de manipulação do criminoso. “Eu vou dar munição para o promotor. Que esse papo de loko (sic) é tudo 171 e que eu sou é bandido. Essa é a minha posição. Você é minha família. Batem na tecla que eu sou é loko (sic), drogado e não tô (sic) falando nada com nada, inimputável!!! Eu preciso que você enrole até o máximo do máximo de tempo. Me mantenha na mídia. Vende entrevista p/ TV e revista. Irmão nasci p/ ser estrela e não medalha. Vive pra (sic) testemunhar. Família até o fim!!!”

[Foto da Polícia Militar, retirada do site do Portal Imprensa]

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