O americano Chad Mendes é um dos lutadores mais versáteis do UFC. Boxeia bem. Sua pegada parece de meio-pesado. O muay thai é eficiente. Luta no chão com rara habilidade. É rápido e bem condicionado fisicamente. Perdeu para o notável José Aldo, depois de uma luta, como dizem os comentaristas de MMA, “épica” (com algum evidente). Sim, foi uma grande luta. Um lutaço. Pancadas lá e cá.

José Aldo saiu com o rosto inchado, mas lutou muito bem. Sobretudo, enfrentou um atleta duríssimo. Atletas parelhos às vezes se anulam. No caso, os dois travaram uma batalha extraordinária.

Entrevistado, Chad Mendes não reclamou do resultado. Porém, se a luta tivesse sido realizada nos Estados Unidos, ou em um país neutro, possivelmente os jurados veriam mais um empate do que a vitória de José Aldo. Seria mais justo. O que fazer? Uma terceira luta, em 2015.

Ao final, José Aldo, citando Romário (contra Edmundo), disse que na categoria dos penas a corte finalmente está completa: há o rei, o próprio José Aldo; o príncipe, Chad Mendes; e o bobo, o irlandês Conor McGregor.